O programa Bolsa Verde, que une inclusão social e conservação ambiental, alcançou em setembro a marca de 70 mil famílias beneficiadas, antecipando a meta prevista no Plano Plurianual (PPA) para 2025. O número é recorde desde a retomada do programa, em 2023, após seis anos de suspensão.
A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), garante o pagamento de R$ 600 a cada trimestre a comunidades tradicionais e agricultores familiares que vivem em áreas rurais e se comprometem a preservar os recursos naturais.
Atualmente, o Bolsa Verde mantém 150 mil famílias cadastradas em 470 áreas de conservação e assentamentos ambientalmente diferenciados, somando mais de 30 milhões de hectares protegidos em todo o Brasil.
De acordo com a secretária nacional Edel de Moraes, o resultado expressivo é fruto da busca ativa das famílias nos territórios e da mobilização dos municípios para incluir os beneficiários no Cadastro Único (CadÚnico), requisito essencial para o acesso ao programa.
Nos últimos dois anos, o governo federal investiu R$ 280 milhões no Bolsa Verde, sendo R$ 224 milhões destinados ao pagamento direto de benefícios. O restante foi aplicado em assistência técnica rural, gestão territorial e melhorias na plataforma digital do programa.
Entre as novidades da atual gestão estão a criação de câmaras temáticas, a implementação de perfis de beneficiários, a capacitação de agentes ambientais e a modernização do sistema SIS Famílias, que reúne dados sobre comunidades tradicionais em unidades de conservação.
Segundo o coordenador-geral Gabriel Domingues, o novo modelo de gestão tornou o programa “mais do que transferência de renda, uma política estruturante de preservação ambiental e melhoria de vida das comunidades”.
Histórico
Instituído pela Lei 12.512/2011, o Bolsa Verde atendia famílias em extrema pobreza, especialmente em reservas extrativistas da Amazônia, pagando R$ 300 trimestrais. Foi suspenso em 2016 e relançado em 2023, com valores reajustados para R$ 600 e critérios mais rígidos de participação.
Para participar, as famílias devem estar inscritas no CadÚnico e ter renda de até meio salário mínimo por pessoa. A meta do governo é dobrar o número de beneficiários até o final do mandato.
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