Ao completar 20 anos de funcionamento, o Ligue 180 alcançou a marca de 16 milhões de atendimentos a mulheres em todo o Brasil, consolidando-se como um dos principais instrumentos de proteção, orientação e encaminhamento da política pública de enfrentamento à violência de gênero. Atualmente, o serviço registra cerca de 900 mil atendimentos por dia em todos os estados do país.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o Ligue 180 vai além de um canal de denúncias. “É um serviço público essencial. Quando uma mulher liga, o sistema identifica sua localidade e a encaminha imediatamente para a rede de atendimento adequada”, afirmou.
Em 2025, o Ministério das Mulheres priorizou o fortalecimento da integração e da gestão do Ligue 180, ampliando a articulação com estados e municípios e investindo na capacitação das atendentes, com foco no acolhimento qualificado e na escuta humanizada. O serviço também passou a contar com atendimento via WhatsApp, em espanhol, inglês e em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Em agosto, foi lançado o Painel de Dados do Ligue 180, plataforma interativa que organiza informações sobre os atendimentos e contribui para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Já em dezembro, um encontro nacional reuniu representantes de 15 estados para alinhar fluxos de encaminhamento das denúncias e fortalecer a atuação em rede.
As comemorações pelos 20 anos do Ligue 180 integraram a mobilização nacional dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e do Racismo, com ações simbólicas em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, além do lançamento do Guia Prático – Ligue 180.
Mulheres como prioridade nas políticas públicas
Segundo a ministra, a atuação do governo federal tem colocado as mulheres no centro das políticas públicas, com foco na autonomia econômica, no cuidado e na redução das desigualdades. Entre as ações destacadas estão a lei da igualdade salarial, o Plano Nacional de Políticas de Cuidados, programas de saúde mental, ampliação do acesso ao emprego, qualificação profissional e fortalecimento da educação superior para jovens mulheres.
Em 2025, o Ministério das Mulheres articulou ações conjuntas com diversos órgãos federais e governos estaduais e municipais, promoveu a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e avançou na criação de Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência, ampliando a rede de atendimento especializado.
Medidas protetivas e integração da rede
O governo também lançou diretrizes nacionais para o processamento de medidas protetivas de urgência, reforçando a integração entre serviços de segurança pública, justiça, assistência social e saúde. A ministra ressaltou que, nos casos em que as medidas são corretamente aplicadas e acompanhadas, os índices de feminicídio são significativamente reduzidos.
Plano Nacional de Cuidados
Outro avanço foi o lançamento do Plano Nacional de Cuidados, que prevê ações como a implantação de cuidotecas em comunidades, universidades, empresas e conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa busca reconhecer o trabalho de cuidado — remunerado ou não — e ampliar a responsabilidade do Estado na proteção e no bem-estar das mulheres.
“Cuidar das mulheres é uma responsabilidade do Estado. Elas sustentam a economia, as famílias e as comunidades, mas precisam ser respeitadas, protegidas e valorizadas”, concluiu a ministra.
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