A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal começa nesta quinta-feira (10) em todo o país e será por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação também teve início em algumas regiões, mas não será nacional, já que parte dos sindicatos decidiu aceitar a proposta apresentada pelo banco.
O principal ponto de conflito nas negociações está relacionado ao custeio dos planos de saúde. Na Caixa, a proposta apresentada pela instituição foi rejeitada pela maioria das bases sindicais, principalmente por causa das mudanças previstas nos valores pagos pelos empregados e seus dependentes.
Apesar do impasse, os bancários conseguiram fechar uma convenção coletiva que garante reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil trabalhadores do setor. O mesmo percentual será aplicado a benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche, além da manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Na Caixa, mais de 90% dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada para a renovação do acordo coletivo, segundo informações dos sindicatos. Ao todo, 93 bases sindicais aprovaram a greve, enquanto outras decidiram rejeitar a proposta, mas manter as negociações abertas.
No Banco do Brasil, o cenário é diferente. Algumas entidades sindicais aprovaram o acordo, enquanto outras optaram por retomar as negociações. Entre as bases que decidiram pela greve estão sindicatos de Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí. Ao todo, 27 sindicatos aprovaram a paralisação a partir desta quinta-feira.
O Banco do Brasil informou que continua participando das negociações nacionais com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e também mantém uma mesa específica para discutir as reivindicações dos funcionários. A instituição orienta os clientes a utilizar aplicativos, internet banking, correspondentes bancários e canais telefônicos durante o período de paralisação.
Na Caixa, a direção também afirma que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados e que as negociações podem ser retomadas. O objetivo é tentar chegar a um acordo sobre os pontos que continuam sem consenso, principalmente as condições do plano de saúde.
O índice definitivo de reajuste dos salários será divulgado nesta sexta-feira (11), com base na inflação medida pelo INPC entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescida de 0,6% de aumento real. A antecipação de parte da PLR está prevista ainda para este mês.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram


