Em pronunciamento transmitido em rede nacional na última sexta-feira (5), data em que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, apresentou um balanço das principais ações ambientais realizadas pelo Governo Federal desde 2023. Durante a mensagem, ele ressaltou avanços na redução do desmatamento, na recuperação de áreas degradadas e no fortalecimento das políticas de prevenção e combate aos incêndios florestais.
O ministro também chamou atenção para os desafios que o país poderá enfrentar nos próximos meses com a previsão da atuação de um novo fenômeno El Niño, que tende a elevar as temperaturas e aumentar os riscos de queimadas em diversas regiões brasileiras.
Segundo Capobianco, o governo reforçou significativamente as ações preventivas para enfrentar o período de estiagem.
Entre as medidas adotadas estão o aumento do efetivo de brigadistas, a ampliação da frota de aeronaves e a aquisição de novos equipamentos destinados ao combate ao fogo em áreas florestais.
Além disso, mais de R$ 500 milhões foram destinados ao fortalecimento dos corpos de bombeiros estaduais localizados em regiões mais vulneráveis aos incêndios.
O ministro reforçou a importância da participação da população na prevenção de queimadas, orientando que terrenos não sejam limpos com fogo e que qualquer foco de incêndio seja comunicado imediatamente às autoridades competentes.
Queda do desmatamento em diferentes biomas
Durante o pronunciamento, Capobianco destacou os resultados obtidos na proteção dos principais biomas brasileiros.
De acordo com os dados apresentados, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em cerca de 50% nos últimos três anos. No Cerrado, a queda registrada foi de 32%, enquanto no Pantanal a redução chegou a 65%.
Segundo o ministro, a preservação dessas áreas contribui para a conservação da biodiversidade e para a diminuição da emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.
Ampliação de áreas protegidas
O governo também destacou a criação de novas unidades de conservação e o reconhecimento de territórios indígenas e quilombolas.
Somadas, as áreas protegidas criadas ou regularizadas desde 2023 representam uma extensão equivalente a milhões de campos de futebol, fortalecendo a conservação ambiental e a proteção dos modos de vida de comunidades tradicionais.
Avanços na transição energética
Outro ponto abordado foi o avanço da transição energética brasileira.
O ministro afirmou que o país tem ampliado investimentos em fontes renováveis e incentivado a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes, como biocombustíveis e eletrificação de veículos.
Programas de renovação da frota privada e do transporte público também fazem parte da estratégia para reduzir emissões de carbono e promover uma economia mais sustentável.
Reforço institucional e retorno da cooperação internacional
Capobianco ressaltou ainda o fortalecimento de órgãos ambientais responsáveis pela fiscalização e conservação dos recursos naturais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo ele, a retomada da cooperação internacional também teve papel importante nos resultados alcançados.
Um dos destaques foi a reativação do Fundo Amazônia, que atualmente conta com o apoio financeiro de nove países parceiros. A iniciativa contribuiu para ampliar os investimentos voltados ao desenvolvimento sustentável e à preservação ambiental.
Recuperação de áreas degradadas
O ministro informou que o Brasil voltou a investir de forma expressiva em programas de restauração ecológica.
Atualmente, cerca de 3,4 milhões de hectares de áreas degradadas já passaram por processos de recuperação, contribuindo para a restauração de ecossistemas e para a proteção dos recursos hídricos.
Meio ambiente e desenvolvimento econômico
Durante a mensagem, Capobianco destacou que a agenda ambiental passou a ocupar papel estratégico na economia global.
Segundo ele, critérios relacionados à sustentabilidade têm influência crescente em acordos comerciais e decisões de investimento internacional, tornando a preservação ambiental um fator relevante para a competitividade econômica do país.
O ministro afirmou que a proteção dos recursos naturais não apenas garante qualidade de vida para as futuras gerações, mas também fortalece oportunidades de crescimento econômico sustentável.
Apelo à população
Ao encerrar o pronunciamento, Capobianco reforçou o pedido para que a população colabore na prevenção de incêndios durante o período seco.
Ele alertou que pequenas queimadas podem rapidamente se transformar em grandes incêndios, colocando em risco comunidades, propriedades rurais, lavouras, animais silvestres e áreas de vegetação nativa.
“O cuidado com o meio ambiente é uma responsabilidade compartilhada. Cada ação preventiva ajuda a proteger vidas, preservar florestas e garantir um futuro mais sustentável para o Brasil”, destacou o ministro.
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