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Ação de guardas municipais em medidas protetivas cresce 130% em quatro anos no Brasil

Levantamento do MJSP mostra avanço no monitoramento de mulheres em situação de violência e reforça importância da Patrulha Maria da Penha.

redação Por redação
24/10/2025 - 11:02
em Brasil
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Ação de guardas municipais em medidas protetivas aumenta 130% em quatro anos, com destaque para a Patrulha Maria da Penha, diz MJSP.

Imagem:Agência Gov

O comprometimento das guardas municipais com a proteção de mulheres vítimas de violência tem apresentado crescimento significativo em todo o Brasil. Entre 2020 e 2024, o monitoramento de medidas protetivas por essas forças de segurança aumentou 130%, segundo levantamento inédito Guardas Municipais – Diagnóstico Nacional 2025 (ano base 2024), divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na última quinta-feira (23/10).

O estudo revela que o total de medidas protetivas monitoradas passou de 29.676 em 2020 para 68.259 em 2024, enquanto o número de mulheres atendidas subiu 228%, de 11.926 para 39.151 no mesmo período.

Patrulha Maria da Penha e políticas públicas

O avanço é reflexo do fortalecimento das políticas públicas de segurança com perspectiva de gênero, incluindo a criação da Patrulha Maria da Penha, que fornece equipamentos, viaturas e capacitação às guardas municipais para prevenção e combate à violência contra mulheres.

Segundo o MJSP, esses resultados indicam maior envolvimento das guardas municipais e consolidam a importância de protocolos de atendimento em municípios, baseados na Lei Maria da Penha e nas diretrizes do Ministério das Mulheres.

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A maior parte das mulheres atendidas (87,48%) tinha entre 18 e 59 anos, enquanto 5,96% tinham até 17 anos e 6,56% eram acima de 59 anos.

Protocolos e articulação interinstitucional

O levantamento identificou que os protocolos de atendimento a mulheres em situação de violência ainda não estão universalizados. As regiões Sudeste (55,41%), Sul (53,97%) e Centro-Oeste (44,44%) concentram a maior proporção de municípios com protocolos. Entre os estados, São Paulo (61,94%), Paraná (61,29%) e Rio Grande do Sul (50%) lideram, enquanto Rondônia (0%), Piauí (11,11%) e Maranhão (20,93%) registram os menores índices.

A pesquisa também apontou o crescimento da articulação formal entre guardas municipais e órgãos públicos, como hospitais, Conselhos Tutelares, Ministério Público, juizados especiais, Centros de Referência à Mulher e CRAS/CREAS, reforçando a efetividade no monitoramento das medidas protetivas.

Apesar dos avanços, o MJSP alerta para a necessidade de maior integração de institutos médicos legais, juizados cíveis e varas de família, além de ONGs, no atendimento cotidiano às mulheres em situação de violência.

O estudo reforça que o investimento em guardas municipais capacitadas e bem estruturadas contribui para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres e amplia os resultados positivos de políticas públicas voltadas à segurança com perspectiva de gênero.

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Tags: #Guardas Municipais#Lei Maria da Penha#Medidas protetivas#políticas públicas#Violência Contra Mulheresdireitos da mulherinclusão de gêneroMJSPPatrulha Maria da PenhaSegurança Pública
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