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ECA Digital entra em vigor e amplia proteção de crianças e adolescentes na internet

Nova lei estabelece deveres para plataformas, reforça controle parental e cria mecanismos mais rápidos contra conteúdos ilegais.

redação Por redação
18/03/2026 - 08:30
em Brasil
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ECA Digital passa a valer no Brasil com regras para proteger crianças na internet, incluindo verificação etária, remoção de conteúdos e responsabilidade das plataformas.

Imagem:Adobestock/Agência Senado

Entrou em vigor na última terça-feira (17) o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, nova legislação que estabelece regras para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. A medida é considerada um marco na regulação do uso da internet por esse público no país.

Elaborada com participação da sociedade civil, especialistas e empresas de tecnologia, a norma surge em um contexto de alta presença digital entre jovens. Segundo dados apresentados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, 93% das pessoas entre 9 e 17 anos no Brasil utilizam plataformas digitais, o que aumenta a exposição a riscos como conteúdos inadequados, violência e exploração.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou que o principal objetivo da lei é reduzir esses riscos e garantir mais segurança no ambiente virtual. Segundo ela, a proposta também fortalece a educação digital e estabelece responsabilidades claras para as plataformas.

Responsabilidade das plataformas

Um dos principais avanços do ECA Digital é a criação do chamado dever de cuidado das plataformas. A partir de agora, empresas de tecnologia passam a ter obrigação de agir com mais rapidez na remoção de conteúdos ilegais, como materiais que envolvam violência, abuso ou exploração de crianças e adolescentes.

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Antes da nova lei, em muitos casos era necessário recorrer à Justiça para retirar conteúdos do ar. Com as novas regras, a remoção pode ocorrer de forma mais ágil, a partir de denúncias ou identificação direta pelas próprias plataformas.

A legislação também prevê a criação de uma autoridade nacional independente para monitorar e fiscalizar o cumprimento das normas pelas empresas.

Verificação de idade mais rigorosa

Outro ponto central é a exigência de mecanismos mais eficazes de verificação etária. Até então, bastava que o usuário informasse sua idade ao criar uma conta, o que permitia fraudes.

Com o ECA Digital, as plataformas deverão adotar sistemas capazes de identificar padrões de uso e comportamento, diferenciando adultos de crianças. Caso haja indícios de acesso por menores, poderão ser exigidas formas adicionais de verificação.

Proteção de dados e publicidade

A nova legislação também amplia a proteção de dados pessoais de crianças e adolescentes, especialmente no uso para fins comerciais e publicitários. O objetivo é evitar a exploração indevida de informações sensíveis e garantir maior privacidade no ambiente digital.

Além disso, a lei estabelece regras para classificação indicativa de conteúdos, alinhando o ambiente online a práticas já adotadas em meios de comunicação tradicionais.

Apoio às famílias e educação digital

O ECA Digital reforça o papel das famílias, mas também amplia o suporte oferecido a pais e responsáveis. As plataformas deverão disponibilizar ferramentas de controle parental, permitindo limitar conteúdos e monitorar o uso por crianças e adolescentes.

A legislação também aposta na educação digital como estratégia de prevenção, incentivando ações de conscientização para o uso seguro da internet.

O governo federal deve implementar estruturas de governança para acompanhar a aplicação da lei. Entre as medidas previstas estão a criação de centrais de triagem de denúncias e o fortalecimento da atuação da Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos.

Combate a crimes e violações

Entre as principais preocupações das autoridades estão crimes como assédio online, exploração sexual e uso de plataformas digitais para aliciamento de menores. A nova lei busca prevenir e combater essas práticas, responsabilizando tanto usuários quanto empresas.

Também há atenção para o acesso indevido a dados e a circulação de conteúdos impróprios, que podem afetar diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Próximos passos

Apesar de já estar em vigor, o ECA Digital ainda passará por regulamentações complementares que devem detalhar a aplicação prática das medidas. A expectativa é que novas normas fortaleçam a fiscalização e garantam maior efetividade da lei.

Para o governo, a nova legislação representa um avanço na proteção integral da infância no Brasil, ao adaptar direitos já consolidados ao contexto digital e dividir responsabilidades entre Estado, empresas e sociedade.

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Tags: #ControleParental#CriançasNaInternet#DireitosHumanos#ECADigital#educaçãodigital#InternetSegura#LeiDigital#PolíticasPúblicas#RedesSociais#SegurançaDigital
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