O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) repudiou nesta terça-feira (26) declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser “antissemita” e “apoiador do Hamas”. A chancelaria classificou as falas como “inaceitáveis” e “grosserias”.
Além disso, o Ministro das Relações Exteriores de Israel voltou a pedir que Lula se retrate das declarações que, segundo ele, prejudicaram a imagem do país. Katz também associou o presidente brasileiro ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e criticou a decisão do Brasil de se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta (PT), afirmou que Israel Katz está espalhando informações falsas sobre as declarações do presidente. Segundo Pimenta, Lula não criticou o povo judeu nem negou o Holocausto.
As declarações que geraram a crise diplomática foram feitas por Lula durante viagem oficial à Etiópia no fim de semana. O presidente classificou como “genocídio” e “chacina” a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques do Hamas em outubro. Lula comparou a ação israelense ao extermínio de milhões de judeus pelos nazistas chefiados por Adolf Hitler, afirmando: “O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus.”
Fontes do Itamaraty e do governo brasileiro afirmam que as críticas dos ministros israelenses foram consideradas ataques gratuitos e estudam uma resposta oficial, reafirmando o compromisso do país com a diplomacia e o diálogo internacional.
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