O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta sexta-feira (22), a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma.
A decisão foi tomada em julgamento virtual, por 9 votos a 2, e se refere ao episódio ocorrido em outubro de 2022, quando Zambelli sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após um ato político.
O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela condenação, sendo seguido por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergiram.
- Nunes Marques defendeu a absolvição pelo porte de arma e a prescrição do constrangimento ilegal.
- André Mendonça votou por condenação a apenas oito meses em regime aberto pelo crime de constrangimento.
Apesar da decisão, a execução da pena não é imediata, já que ainda cabe recurso.
Histórico de condenações
Essa é a segunda condenação de Zambelli no STF. No mês passado, ela foi sentenciada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.
Segundo as investigações, a deputada foi a autora intelectual do ataque hacker, executado por Walter Delgatti, que confirmou ter atuado a mando dela. O caso envolveu a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil utilizando sua dupla cidadania e foi presa na Itália em maio deste ano. O governo brasileiro já apresentou pedido oficial de extradição, enviado pelo Itamaraty às autoridades italianas.
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