A venda clandestina de medicamentos para emagrecimento voltou a ser alvo da Polícia Civil do Espírito Santo nesta quinta-feira (5). Agentes foram às ruas de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica para cumprir oito mandados de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Efeito Colateral.
Até a divulgação do balanço inicial, três pessoas haviam sido presas em flagrante. A ação mobilizou 32 policiais civis e 16 viaturas, com diligências em estabelecimentos comerciais e clínicas suspeitos de oferecer produtos sem autorização dos órgãos sanitários.
Retatrutida está entre os medicamentos investigados
Entre os produtos encontrados pelos investigadores está a retatrutida, substância experimental que vem despertando interesse por seus possíveis efeitos na perda de peso, mas que ainda não possui autorização para comercialização.
O delegado Eduardo Passamani, responsável pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), explicou que a investigação busca identificar a entrada de medicamentos contrabandeados no Brasil e os responsáveis pela distribuição.
Segundo o delegado, a retatrutida ainda está em fase de estudos e seu uso fora de pesquisas clínicas autorizadas pode representar riscos à saúde.
A preocupação das autoridades envolve principalmente a procedência dos produtos. Medicamentos vendidos clandestinamente podem conter substâncias diferentes das anunciadas, apresentar dosagens incorretas ou ter sido armazenados em condições inadequadas.
Clínicas e estabelecimentos comerciais estão entre os alvos
A investigação também alcança pequenos comércios e clínicas suspeitos de oferecer aplicações de medicamentos emagrecedores sem autorização sanitária.
De acordo com a Polícia Civil, alguns estabelecimentos podem estar utilizando promessas de perda rápida de peso para atrair consumidores.
Os investigadores procuram identificar a origem dos medicamentos, como ocorre a distribuição e se há outras pessoas envolvidas no comércio clandestino.
Polícia alerta para os riscos
A procura por medicamentos para emagrecimento tem ampliado a preocupação das autoridades com produtos vendidos fora das farmácias e dos canais legalizados.
No caso de substâncias experimentais, como a retatrutida, os riscos são ainda maiores porque os estudos clínicos não foram concluídos e não há aprovação para uso comercial.
A Polícia Civil continua apurando o esquema investigado pela Operação Efeito Colateral. Novas informações sobre as prisões e os materiais apreendidos poderão ser divulgadas após a conclusão das diligências.
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