O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, em Petrolina (PE), da 11ª edição do Semiárido Show, realizada de 26 a 29 de agosto. Com o tema “Ciência e inovação para a inclusão socioprodutiva”, o evento promoveu a troca de informações, conhecimentos e tecnologias voltadas ao manejo sustentável dos ecossistemas do semiárido brasileiro.
O diretor do Departamento de Combate à Desertificação, Alexandre Pires, representou o ministério em palestras e debates, destacando os esforços do MMA para apoiar ações de proteção à região, especialmente diante da emergência climática e da desertificação.
Entre os projetos apresentados, o Redeser ganhou destaque. Reativado em 2023 pelo MMA com apoio da FAO e do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o projeto atua em 1.489 municípios de cinco estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas). O Redeser promove a gestão integrada da paisagem, manejo florestal sustentável da Caatinga, sistemas agroflorestais e atividades como a apicultura junto a agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais.
Segundo Pires, o Redeser fortalece modos de produção resilientes às mudanças climáticas e valoriza o conhecimento tradicional da população do semiárido. “O projeto faz a diferença ao aproveitar os processos e experiências locais. É um exemplo de implementação dos compromissos das Convenções do Rio [Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Desertificação]”, destacou.
O evento também evidenciou a atualização do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB), que tem horizonte de 20 anos (2024-2043). O plano é o principal mecanismo da Política Nacional de Combate à Desertificação, com ações voltadas para neutralizar a degradação da terra e reduzir vulnerabilidades ambientais e socioeconômicas nas regiões mais afetadas.
Sobre o Semiárido Show
Organizado pela Embrapa Semiárido, o evento é a maior feira de inovação para a agricultura familiar no semiárido brasileiro. Durante quatro dias, reuniu agricultores, pesquisadores, técnicos, estudantes e instituições públicas e privadas para apresentar soluções sustentáveis, tecnologias e estratégias de inclusão socioprodutiva.
Além de debates e seminários, os participantes tiveram acesso a visitas técnicas a projetos bem-sucedidos de adaptação ao semiárido e puderam conhecer estandes institucionais, como o do MMA, com informações sobre políticas públicas de combate à desertificação e adaptação climática.
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