O Brasil tem cerca de 36 milhões de pessoas idosas, grupo que representa aproximadamente 17% da população. No último 1º de outubro, Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, o Ministério da Saúde destaca os avanços alcançados ao longo de duas décadas da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI), criada para promover autonomia, independência e qualidade de vida durante o envelhecimento.
A atenção primária é uma das principais portas de entrada para esse público no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, foram registradas 509,3 milhões de produções voltadas às pessoas idosas, incluindo procedimentos, visitas domiciliares, atendimentos individuais e consultas odontológicas. Somente no primeiro semestre de 2026, o número chegou a 267,3 milhões de registros.
Do total contabilizado em 2025, foram 201,8 milhões de procedimentos, 181,3 milhões de visitas domiciliares, 117,9 milhões de atendimentos individuais e 8,3 milhões de consultas odontológicas. Nos seis primeiros meses deste ano, a rede realizou 105,8 milhões de procedimentos, 96,8 milhões de visitas domiciliares, 60,5 milhões de atendimentos individuais e 4,3 milhões de atendimentos odontológicos.
Entre as ferramentas utilizadas para melhorar o acompanhamento está o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), incorporado ao Prontuário Eletrônico e-SUS APS em 2025. O instrumento permite uma avaliação mais ampla das condições de saúde e ajuda as equipes a identificar necessidades específicas de cada pessoa. Desde a implantação, já foram realizadas mais de 4 milhões de avaliações.
O atendimento também vem sendo ampliado para dentro das residências. O Ministério da Saúde criou o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), destinado principalmente a idosos que apresentam maior necessidade de cuidados e enfrentam limitações para deixar o domicílio ou permanecem restritos ao leito. A estratégia é desenvolvida por equipes multiprofissionais em conjunto com profissionais da Saúde da Família.
A atenção domiciliar do SUS também conta com o programa Melhor em Casa, que atende pessoas de diferentes idades que precisam de acompanhamento de saúde em casa. As duas iniciativas fazem parte da organização da assistência domiciliar e atuam de acordo com diferentes níveis de necessidade e complexidade dos pacientes.
A vacinação é outra frente de prevenção. Uma das atualizações recentes do calendário do Ministério da Saúde foi a ampliação da oferta da vacina pneumocócica 20-valente para pessoas com 85 anos ou mais nas Unidades Básicas de Saúde, sem necessidade de comprovação de condições clínicas específicas. A medida busca aumentar a proteção dessa faixa etária contra doenças causadas por pneumococos.
Outra ferramenta disponível é a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, que reúne informações sobre saúde, direitos e qualidade de vida e permite registrar dados importantes para o acompanhamento ao longo do tempo. O material pode ser acessado gratuitamente pelo aplicativo Meu SUS Digital e também deverá ser distribuído às unidades de saúde de todo o país. Para o Ministério da Saúde, as ações fazem parte de uma estratégia de cuidado que acompanha as diferentes necessidades do envelhecimento e prepara o SUS para uma população cada vez mais longeva.
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