A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou nesta terça-feira (14) que subiu para cinco o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Os registros em investigação estão em São Pedro da Aldeia (dois casos), Cabo Frio, Niterói e São João de Meriti, com um caso cada. Dos 18 casos notificados até o momento, 13 já foram descartados.
De acordo com a secretaria, o Rio registrou a primeira suspeita de intoxicação há pouco mais de uma semana, mas até agora não há casos confirmados da doença. A pasta tem reforçado ações de orientação à população sobre os riscos do consumo de bebidas adulteradas.
“O ideal é reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, até que haja o rastreio das adulterações. Ainda assim, se houver consumo, deve ser com atenção a possíveis sinais de falsificação. Em qualquer sinal de gravidade, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível”, destacou a SES-RJ em nota.
A secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, afirmou que o estado segue em alerta, mas que a situação está sob controle. “Seguimos acompanhando os casos suspeitos e tomando as medidas necessárias para atender os pacientes. Apesar do sinal de alerta, o cenário ainda é favorável. Nossos médicos estão preparados para atender possíveis intoxicações, mas é importante aumentar a cautela ao beber”, disse.
Risco e prevenção
O metanol é um solvente usado em produtos industriais e não deve ser ingerido. No organismo, ele se transforma em substâncias altamente tóxicas, podendo causar cegueira e até a morte.
A SES-RJ orienta a população a evitar bebidas de procedência duvidosa, sem rótulo ou com preço muito abaixo do mercado. Licores e misturas caseiras também devem ser evitados, pois podem conter resíduos de metanol.
Emergência médica
A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave. Os principais sintomas incluem visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dor abdominal e sudorese. Diante desses sinais, é fundamental procurar atendimento imediato.
Os canais de contato disponíveis são:
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733 (válido em todo o país)
- CIATox local: consultar o centro de referência da sua cidade
A SES reforça que quem consumiu a mesma bebida de uma pessoa intoxicada também deve procurar avaliação médica, mesmo que não apresente sintomas. O atraso no diagnóstico aumenta o risco de complicações e morte.
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