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Sintomas parecidos podem dificultar diagnóstico de dengue, zika, chikungunya e Oropouche

Especialista alerta para sinais de agravamento, recomenda evitar automedicação e reforça cuidados para prevenir as arboviroses.

redação Por redação
23/08/2026 - 13:23
em Saúde
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Dengue, zika, chikungunya e Oropouche têm sintomas semelhantes. Especialista explica diferenças, sinais de alerta e formas de prevenção.

Imagem:Agência Gov/Via HU Brasil

Febre, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e mal-estar podem estar presentes em diferentes arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e Oropouche. Apesar das semelhanças no início da infecção, cada doença pode apresentar evolução, riscos e complicações diferentes.

Por isso, especialistas alertam que não é seguro tentar identificar qual vírus está causando os sintomas apenas pela observação. A avaliação de um profissional de saúde é importante para acompanhar a evolução do quadro e indicar exames quando forem necessários.

De acordo com o infectologista Rodolpho Dantas, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a semelhança entre os sinais das doenças pode dificultar a identificação correta da infecção.

A dengue é um dos principais exemplos. A doença costuma apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia, tontura e, em alguns casos, manchas ou vermelhidão na pele, dor atrás dos olhos e dores nas pernas.

Um dos períodos que exige maior atenção ocorre entre o terceiro e o quinto dia da doença. Nesse momento, a febre pode diminuir enquanto surgem sinais associados ao agravamento do quadro.

A redução da febre não significa necessariamente que a dengue está melhorando. Segundo o infectologista, a fase crítica pode ocorrer justamente quando a temperatura corporal começa a voltar ao normal.

Nesse período, o extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos pode comprometer a circulação e levar a uma queda da pressão arterial. A situação pode evoluir para um quadro grave e exige acompanhamento médico.

Entre os sinais de alerta estão dor abdominal intensa e contínua, sonolência excessiva, agitação, dificuldade para respirar ou aumento da frequência respiratória, queda da pressão e manifestações de sangramento.

Também podem ocorrer sangramento nas gengivas, aumento do fluxo menstrual e pequenas manchas avermelhadas na pele, conhecidas como petéquias.

O período entre o quinto e o sétimo dia é considerado especialmente importante para o acompanhamento da dengue, já que a contagem de plaquetas pode cair.

Durante a infecção, a hidratação é uma das medidas recomendadas para reduzir o risco de complicações. A quantidade necessária varia conforme cada pessoa e deve seguir orientação de um profissional de saúde, especialmente nos casos que apresentam sinais de agravamento.

Outro cuidado importante é evitar a automedicação.

O uso de anti-inflamatórios e de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, como o AAS, pode aumentar o risco de sangramentos em pessoas com dengue, principalmente quando há redução das plaquetas.

Por esse motivo, diante de sintomas compatíveis com uma arbovirose, a orientação é procurar atendimento e não utilizar medicamentos por conta própria.

Embora possam apresentar sintomas semelhantes, algumas características ajudam os profissionais de saúde a avaliar cada doença.

Na zika, por exemplo, a febre e as dores costumam ser menos intensas. Manchas na pele e conjuntivite estão entre as manifestações que podem aparecer com frequência. Apesar de geralmente apresentar evolução mais branda, a doença requer atenção especial durante a gestação devido ao risco de complicações para o bebê.

A chikungunya, por sua vez, costuma provocar dores articulares intensas. Em algumas pessoas, essas dores podem persistir por meses ou até por períodos mais longos depois da fase aguda da infecção, interferindo nas atividades do dia a dia.

O Oropouche também pode se confundir com a dengue nos primeiros dias. Febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, diarreia e tontura estão entre os sintomas possíveis.

Uma característica que pode chamar atenção é a intensidade da dor de cabeça. Em situações mais graves, podem surgir manifestações neurológicas, como confusão mental, sonolência excessiva, agitação e desorientação.

Como diferentes arboviroses podem circular ao mesmo tempo, a identificação da doença deve ser feita com avaliação profissional, principalmente quando os sintomas são intensos, persistem ou apresentam mudanças ao longo dos dias.

Na dengue, a diminuição da febre acompanhada pelo surgimento de dor abdominal forte, dificuldade para respirar, sangramentos, queda de pressão, sonolência ou agitação exige atenção imediata.

A avaliação médica também é importante para definir a necessidade de exames e acompanhar alterações que possam indicar agravamento.

Além dos cuidados individuais, a prevenção das arboviroses depende da redução dos locais onde os mosquitos transmissores podem se reproduzir.

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya. Para reduzir a presença do mosquito, é fundamental eliminar recipientes que possam acumular água parada.

Caixas-d’água devem permanecer fechadas e ser higienizadas regularmente. Também é importante retirar água acumulada de vasos, pneus, garrafas, calhas e outros objetos mantidos em áreas externas.

Em terrenos e espaços abertos, materiais que possam acumular água devem ser descartados ou armazenados de forma adequada.

No dia a dia, o uso de repelente, roupas que protejam braços e pernas e mosquiteiros também pode ajudar a diminuir o contato com insetos transmissores.

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Tags: #AedesAegypti#CombateAoMosquito#Febre#MosquitoDaDengue#Oropouche#SaúdePública#SintomasDaDengue#ViroseschikungunyaDengueSaúdeZika
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