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Sarampo volta a preocupar autoridades de saúde e reforça alerta sobre vacinação

Aumento de casos em São Paulo ocorre em meio ao alerta sobre o risco de reintrodução da doença no país; imunização continua sendo a principal forma de prevenção.

redação Por redação
12/08/2026 - 14:00
em Saúde
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Casos de sarampo aumentam em São Paulo e reforçam alerta sobre vacinação e os riscos de transmissão da doença.

Imagem:Agência Brasil

O risco de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde. Em junho deste ano, o Ministério da Saúde alertou para a possibilidade de aumento da circulação do vírus no país em razão do intenso deslocamento internacional de pessoas durante a Copa do Mundo de 2026.

Na ocasião, a pasta destacou que o cenário epidemiológico das Américas apresentava elevada circulação do vírus e que a chegada de viajantes infectados poderia favorecer novos casos entre pessoas que não estivessem protegidas pela vacinação.

A preocupação ganhou força com a confirmação de novos registros da doença no estado de São Paulo. Em junho, três crianças menores de 2 anos haviam sido diagnosticadas na zona norte da capital paulista. Desde então, o número de casos confirmados no estado chegou a pelo menos 23 em 2026.

O sarampo é uma doença infecciosa de elevada capacidade de transmissão, mas pode ser evitado por meio da vacinação. A indicação das doses varia conforme a idade, o histórico de imunização, a situação epidemiológica e a ocorrência de surtos.

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Na rotina do sistema de saúde, a proteção contra a doença está disponível principalmente por meio das vacinas tríplice viral e tetraviral. A primeira protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a segunda também oferece proteção contra a varicela, conhecida como catapora.

Existe ainda a vacina dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola e pode ser utilizada em determinadas estratégias de bloqueio durante surtos.

O profissional de saúde é responsável por avaliar a situação de cada pessoa e indicar a vacina e o esquema adequados conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Diante do risco epidemiológico, o Ministério da Saúde recomendou em junho a chamada dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a menores de 1 ano em determinadas localidades.

A estratégia tem como finalidade ampliar a proteção dos bebês, grupo que pode apresentar maior vulnerabilidade à infecção e às complicações do sarampo.

Essa dose aplicada antes de 1 ano, entretanto, não substitui as doses previstas na rotina. A criança continua precisando cumprir o esquema recomendado a partir dos 12 meses de idade.

De maneira geral, a proteção de rotina começa a partir de 1 ano de idade. A Sociedade Brasileira de Imunizações considera protegida contra o sarampo a pessoa que recebeu duas doses da vacina, respeitando o intervalo mínimo recomendado e tendo iniciado a vacinação a partir dos 12 meses.

O esquema pode variar conforme a faixa etária e a situação de cada indivíduo.

Aos 12 meses, é indicada a primeira dose da tríplice viral. Aos 15 meses, a segunda dose pode ser administrada por meio da vacina tetraviral, conforme as recomendações vigentes.

Pessoas de 5 a 29 anos que não foram imunizadas no período indicado devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Entre 30 e 59 anos, quem não possui comprovação de vacinação anterior deve receber uma dose.

Em situações específicas de maior risco, como surtos ou contato próximo com pessoas infectadas, as autoridades de saúde podem adotar estratégias diferenciadas. Em alguns cenários, inclusive, pode ser avaliada a necessidade de uma dose adicional para pessoas que já completaram o esquema.

Gestantes devem receber orientação de um profissional de saúde. A vacina tríplice viral não é indicada durante a gestação. Mulheres que não foram vacinadas ou que apresentam esquema incompleto podem ser imunizadas no período após o parto.

O vírus do sarampo passa de uma pessoa para outra principalmente por meio de partículas respiratórias eliminadas durante a tosse, espirro, fala e respiração.

A doença apresenta alta capacidade de transmissão, especialmente em ambientes onde há pessoas não imunizadas. O período de transmissão começa antes mesmo do surgimento das manchas na pele e permanece por alguns dias após o aparecimento do exantema.

Por isso, a identificação rápida dos casos e a vacinação das pessoas que podem estar desprotegidas são medidas importantes para impedir a formação de novas cadeias de transmissão.

Os primeiros sinais do sarampo podem se confundir com outras infecções virais. Entre as manifestações mais comuns estão febre alta, tosse seca, irritação ou vermelhidão nos olhos e intenso mal-estar.

Depois de alguns dias, surgem as manchas avermelhadas características da doença. Elas geralmente aparecem inicialmente no rosto e na região atrás das orelhas e posteriormente avançam para outras partes do corpo.

A presença de febre persistente, principalmente em crianças pequenas, exige atenção e avaliação por um serviço de saúde.

Embora seja prevenível, o sarampo pode evoluir de forma grave e provocar complicações, especialmente em crianças pequenas e pessoas que apresentam maior vulnerabilidade.

Entre os problemas associados à infecção estão pneumonia, otite e encefalite. A doença também pode provocar consequências prolongadas e, em situações graves, levar à morte.

A ocorrência dessas complicações reforça a importância da vacinação e do acompanhamento médico diante do aparecimento de sintomas compatíveis com a doença.

A avaliação inicial pode ser realizada a partir dos sinais apresentados pelo paciente e de informações epidemiológicas, como contato com pessoas infectadas ou permanência em locais com circulação do vírus.

A confirmação deve ser feita por exames laboratoriais. Dependendo do caso, podem ser coletadas amostras de sangue, secreções respiratórias e urina para investigação da presença do vírus ou de resposta imunológica.

Não existe tratamento antiviral específico para eliminar o vírus do sarampo. O atendimento busca controlar os sintomas e evitar ou tratar possíveis complicações.

A orientação é manter hidratação e alimentação adequadas e seguir as recomendações dos profissionais de saúde. Medicamentos não devem ser utilizados por conta própria.

Antibióticos não tratam o vírus do sarampo e só devem ser utilizados quando houver indicação médica para uma infecção bacteriana associada.

Diante de sintomas compatíveis, a recomendação é procurar atendimento médico e informar sobre possível contato com pessoas infectadas ou viagens recentes. A avaliação precoce ajuda a identificar casos e contribui para a adoção de medidas destinadas a interromper a transmissão.

A manutenção da vacinação em dia continua sendo a principal estratégia para evitar o retorno da circulação sustentada do sarampo no país.

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Tags: #MinistériodaSaúde#Prevenção#SãoPaulo#Sarampo#SaúdePública#TrípliceViral#VacinaçãoImunização
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