A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (15) quatro novos casos de sarampo no estado. Com os novos registros, o número de pessoas diagnosticadas com a doença em 2026 chegou a 36. Três dos novos casos foram identificados na capital paulista: duas crianças menores de dois anos, com vacinação incompleta, e uma mulher de 24 anos com histórico de imunização.
O quarto caso foi registrado em Santo André, no ABC Paulista. O paciente é um homem de 36 anos que também possui registro de vacinação contra o sarampo. A capital paulista concentra 32 dos 36 casos confirmados no estado, o equivalente a 88% do total. São Bernardo do Campo tem dois registros, enquanto Guarulhos e Santo André contabilizam um caso cada.
A cobertura vacinal é um dos principais pontos de atenção das autoridades de saúde. Dos 36 casos registrados neste ano, 26 envolvem pessoas sem histórico de vacinação ou que não haviam completado o esquema recomendado. A baixa imunização aumenta o risco de circulação do vírus e exige acompanhamento constante das equipes de vigilância.
Segundo a Secretaria de Saúde, dois casos registrados em março e abril foram classificados como importados. Após 12 semanas sem novos registros relacionados à transmissão, esses episódios foram considerados encerrados. Já os casos identificados entre junho e agosto continuam sendo acompanhados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), em parceria com as vigilâncias municipais.
As equipes de saúde estão realizando investigações epidemiológicas e monitorando pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados. Quando necessário, também é aplicada a chamada vacina de bloqueio, estratégia utilizada para reduzir o risco de novos casos após a identificação de uma infecção.
A principal forma de prevenção contra o sarampo continua sendo a vacinação. A tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de vacinação dos 645 municípios paulistas. Para as crianças, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Entre 15 meses e 29 anos, são recomendadas duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta, enquanto trabalhadores da saúde precisam ter duas doses, independentemente da idade.
Também existe a chamada dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A dose pode ainda ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância. Essa dose não substitui o calendário regular: mesmo vacinada antes de completar um ano, a criança deverá receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
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