Roraima passou a contar com seu primeiro acelerador linear para tratamento de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Instalado no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, o equipamento amplia o acesso ao tratamento contra o câncer e deve beneficiar moradores dos 15 municípios do estado. A previsão é atender aproximadamente 500 pacientes por ano.
O centro radioterápico recebeu investimento de R$ 17 milhões do Ministério da Saúde. Com a nova estrutura, pacientes que precisam de radioterapia poderão realizar o tratamento no próprio estado, próximos de suas famílias. Antes da implantação do serviço, muitos precisavam viajar para outras localidades, como o Amazonas e São Paulo, para ter acesso à tecnologia.
A radioterapia é uma das principais modalidades de tratamento oncológico. O procedimento utiliza radiação direcionada para destruir ou controlar células tumorais, buscando preservar os tecidos saudáveis ao redor da área tratada. Em 2025, o Brasil registrou mais de 190 mil procedimentos desse tipo. A ampliação da assistência também está relacionada à política de prioridade no atendimento especializado às pessoas com câncer, prevista na legislação do programa Agora Tem Especialistas.
Representantes do Ministério da Saúde destacam que a chegada do equipamento representa um avanço para a assistência oncológica em Roraima. Com a nova estrutura, os pacientes poderão contar com mais uma opção terapêutica no próprio estado, complementando os serviços de cirurgia e quimioterapia. A proximidade do tratamento também pode reduzir os impactos financeiros, físicos e emocionais provocados pelos deslocamentos frequentes.
A implantação do serviço integra a estratégia nacional de expansão da radioterapia na rede pública. Entre 2023 e 2026, o Ministério da Saúde viabilizou 105 aceleradores lineares para hospitais de diferentes regiões do país. Desse total, 55 já haviam sido entregues, com previsão de alcançar 70 equipamentos em funcionamento ou entregues até o fim de 2026, conforme o cronograma informado pelo governo.
Entre os estados contemplados pela expansão estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá. A iniciativa busca ampliar a capacidade de atendimento e reduzir desigualdades regionais no acesso à radioterapia, uma etapa importante do tratamento de diversos tipos de câncer.
O SUS oferece assistência gratuita desde a investigação da doença, com consultas, exames e biópsias, até o tratamento e o acompanhamento dos pacientes. Conforme a necessidade clínica, o cuidado pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea. A rede pública também oferece internações, reabilitação, acompanhamento multiprofissional e cuidados paliativos.
Outra frente do Ministério da Saúde busca reduzir o tempo entre a suspeita de câncer e a confirmação do diagnóstico. O Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer utiliza recursos de patologia digital e telepatologia para agilizar a análise de amostras e a emissão de laudos. Em 2026, mais de 24 mil pacientes de todas as unidades da Federação foram beneficiados pela iniciativa, com tempo médio de oito dias para divulgação dos resultados, ante aproximadamente 30 dias anteriormente, segundo os dados apresentados pelo ministério.
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