O Ministério da Saúde encerra 2025 com mais de 20 mil atendimentos e procedimentos realizados em comunidades indígenas por meio dos mutirões do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal voltada à redução da fila de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante as ações, os povos indígenas tiveram acesso a diversas especialidades médicas, como cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, endocrinologia, endoscopia, ginecologia, infectologia, medicina de família e comunidade, odontologia, oftalmologia, pediatria, pneumologia, proctologia, saúde da mulher e exames de ultrassonografia, entre outros serviços.
Os primeiros mutirões ocorreram nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari e Xavante, além da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) Yanomami. Essas regiões concentram populações que vivem em áreas de difícil acesso e com histórico de menor oferta de atendimento especializado.
Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, o programa tem papel fundamental na redução das desigualdades no acesso à saúde. “Com o Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde amplia o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados, levando assistência qualificada a povos indígenas em áreas remotas. Essa estratégia reforça o compromisso do governo federal com um cuidado mais resolutivo, humanizado e permanente”, afirmou.
No DSEI Alto Rio Solimões, no Amazonas, foram realizadas 132 cirurgias, mais de 2,2 mil consultas e cerca de 11,5 mil exames e procedimentos em múltiplas especialidades. Já no Médio Rio Solimões, a primeira etapa clínica contabilizou 624 atendimentos.
No Vale do Javari, também no Amazonas, as duas etapas do mutirão resultaram em 866 atendimentos iniciais, 30 cirurgias oftalmológicas, dezenas de exames e a identificação de diagnósticos fetais de alta complexidade. A área de oftalmologia superou em 150% a meta inicialmente prevista.
Na Casai Yanomami e Ye’kwana, em Roraima, foram realizados 100 atendimentos especializados, com 38 altas médicas. No território Xavante, em Mato Grosso, mais de mil indígenas foram atendidos e quase 3,8 mil procedimentos executados ao longo das ações.
Próximos passos
Até fevereiro de 2026, o Ministério da Saúde prevê novas etapas dos mutirões nos DSEI Xavante e Médio Rio Solimões. Também está em elaboração um projeto de capacitação voltado aos profissionais que atuarão nas próximas expedições, com o objetivo de fortalecer a atenção especializada à saúde indígena.
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