O Ministério da Saúde recebeu na última sexta-feira (19/9) as primeiras unidades do implante subdérmico contraceptivo Implanon, liberador de etonogestrel, em cerimônia realizada no aeroporto de Guarulhos. A ação marca a chegada de mais de 100 mil unidades do dispositivo, além de 100 kits de treinamento destinados à capacitação de profissionais de saúde responsáveis pela inserção do implante.
O Implanon é considerado altamente eficaz e pode permanecer ativo no organismo por até três anos, oferecendo uma alternativa segura para prevenir a gravidez não planejada. Até 2026, o SUS pretende distribuir 1,8 milhão de unidades, sendo 500 mil ainda em 2025, com investimento aproximado de R$ 224 milhões.
Distribuição e capacitação
A distribuição dos implantes aos estados e ao Distrito Federal começará em outubro, com prioridade para regiões com maiores índices de vulnerabilidade e gravidez na adolescência.
O programa inclui Oficinas de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico, que ocorrerão entre outubro e dezembro de 2025, em todos os estados e no Distrito Federal. Os kits de treinamento contêm aplicador, placebo do implante, braço anatômico e pele simulada para prática, garantindo a capacitação completa de profissionais de saúde e gestores locais.
Sobre o método
O Implanon é classificado como LARC (Contraceptivo Reversível de Longa Duração), assim como o DIU de cobre. Esses métodos são altamente eficazes, não dependem de uso diário e permitem que a fertilidade seja recuperada rapidamente após a remoção.
Além do Implanon, o SUS oferece outros métodos contraceptivos: preservativos masculino e feminino, DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula de progestagênio, injetáveis mensais e trimestrais, laqueadura tubária e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Incorporação ao SUS
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a inclusão do Implanon em julho de 2025. Desde então, o Ministério da Saúde trabalha na atualização das diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, além da qualificação e habilitação de profissionais para garantir a correta implementação do método.
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