A prática regular de atividades físicas pode contribuir significativamente para um envelhecimento mais saudável. A recomendação é reforçada por especialistas neste 10 de março, data dedicada à conscientização e combate ao sedentarismo.
Segundo profissionais da área da saúde, manter o corpo em movimento ajuda a prevenir doenças, preservar a mobilidade e garantir mais autonomia ao longo da vida.
De acordo com a médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, o sedentarismo está diretamente relacionado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado.
Além disso, a falta de atividade física favorece o surgimento da sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, que compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.
“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, explica.
Movimentos simples ajudam a manter autonomia
O professor da graduação de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, Raul Oliveira, destaca que atividades simples do cotidiano já podem trazer benefícios importantes.
Entre elas estão caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar o corpo e até realizar tarefas domésticas. Esses movimentos ajudam a preservar a força muscular, a mobilidade das articulações, o equilíbrio e a coordenação.
Esses fatores são fundamentais para manter a independência nas atividades diárias, como tomar banho, se vestir e se locomover.
A prática de atividade física também desempenha um papel importante na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.
Principais consequências do sedentarismo
Especialistas apontam que a falta de movimento pode provocar diversos impactos negativos na saúde, principalmente entre pessoas idosas.
Perda de massa muscular
A inatividade acelera a perda de músculos e força, dificultando tarefas simples do dia a dia, como subir escadas ou levantar da cadeira.
Aumento do risco de quedas
A fraqueza muscular e a piora do equilíbrio tornam a caminhada mais instável, aumentando o risco de quedas e fraturas.
Rigidez articular e dores crônicas
Articulações pouco movimentadas perdem mobilidade e flexibilidade, favorecendo dores persistentes e agravando problemas como a artrose.
Declínio da memória e da cognição
A atividade física melhora a circulação cerebral e contribui para a manutenção das funções cognitivas.
Osteoporose e fraturas
Sem estímulo do movimento, os ossos perdem densidade e ficam mais frágeis, aumentando o risco de fraturas, especialmente no quadril e na coluna.
Aumento de doenças crônicas
A falta de atividade física dificulta o controle da glicose, da pressão arterial e do colesterol, favorecendo doenças como hipertensão e diabetes.
Piora do sono
O sedentarismo pode afetar a regulação do ciclo sono–vigília, favorecendo insônia e sono fragmentado.
Maior risco de ansiedade e depressão
A prática de exercícios estimula a liberação de substâncias ligadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina.
Piora da imunidade
A inatividade pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções.
Problemas gastrointestinais
A falta de movimento reduz o estímulo natural do intestino, favorecendo o intestino preso e outros desconfortos digestivos.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM





