A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova opção de tratamento para a esclerose múltipla (EM) no Brasil. O registro do medicamento Briumvi (ublituximabe) foi publicado na última quarta-feira (22).
A esclerose múltipla é uma doença crônica, inflamatória, autoimune e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso central, atingindo o cérebro e a medula espinhal. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca a mielina, substância que protege os neurônios, comprometendo a comunicação entre as células nervosas.
Nesse processo, os linfócitos B desempenham papel importante ao estimular a inflamação e contribuir para a formação de lesões, o que pode levar à progressiva perda de funções neurológicas.
O Briumvi é indicado para adultos com formas recorrentes da doença. Sua substância ativa, o ublituximabe, é um anticorpo monoclonal que se liga à proteína CD20, presente na superfície dos linfócitos B.
Ao atuar diretamente nessas células, o medicamento reduz sua atividade, ajudando a diminuir a inflamação e a frequência das crises da esclerose múltipla, além de retardar a progressão da doença.
Doença rara e impacto
Estima-se que a esclerose múltipla afete cerca de 2,9 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil no Brasil. A causa ainda não é totalmente conhecida, mas envolve fatores genéticos e ambientais.
A doença é mais comum em adultos jovens, entre 20 e 50 anos, com maior incidência por volta dos 30 anos, sendo cerca de duas vezes mais frequente em mulheres.
Os sintomas variam e podem incluir:
- fadiga intensa
- fraqueza muscular
- problemas de equilíbrio e coordenação
- dores
- depressão
- alterações urinárias e intestinais
A evolução também é variável: enquanto algumas pessoas mantêm boa qualidade de vida por muitos anos, outras podem desenvolver limitações significativas.
Tratamento e qualidade de vida
Embora ainda não exista cura, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar a atividade inflamatória e a retardar a progressão da doença. Por isso, o acesso a novas terapias representa um avanço importante no cuidado com pacientes.
A esclerose múltipla é considerada uma das principais causas de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens, impactando diretamente a qualidade de vida e a produtividade.
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