A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (31) o registro do Fruzaqla, medicamento à base de fruquintinibe, para o tratamento de adultos com câncer colorretal metastático. A decisão consta da Resolução 3.416/2026, publicada no Diário Oficial da União.
O medicamento é indicado para pacientes cuja doença já foi tratada anteriormente com diferentes tipos de terapia. Entre os tratamentos exigidos estão quimioterapias à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, além de uma terapia anti-VEGF. Nos casos em que houver RAS selvagem e indicação clínica, também é considerado o tratamento anterior com terapia anti-EGFR.
A aprovação foi baseada em estudos que avaliaram a eficácia do fruquintinibe em pessoas com câncer colorretal metastático que já haviam recebido outros tratamentos. Os resultados apontaram aumento significativo da sobrevida global e da sobrevida livre de progressão quando o medicamento foi comparado ao placebo associado aos melhores cuidados de suporte.
O fruquintinibe atua bloqueando de forma seletiva os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3. Essas estruturas participam da ação do VEGF, uma substância que estimula a formação de novos vasos sanguíneos.
Os tumores precisam de vasos sanguíneos para receber oxigênio e nutrientes e continuar crescendo. Por isso, impedir a formação desses novos vasos é uma das estratégias utilizadas no tratamento de alguns tipos de câncer.
Ao bloquear os receptores relacionados ao VEGF, o fruquintinibe reduz a formação de novos vasos que podem fornecer suporte ao tumor. Com isso, o medicamento ajuda a dificultar a progressão da doença e pode contribuir para seu controle.
O câncer colorretal engloba tumores que se desenvolvem no intestino grosso, incluindo o cólon e o reto. Quando a doença se espalha para outras partes do organismo, é classificada como metastática e pode exigir diferentes linhas de tratamento.
A decisão da Anvisa representa a autorização para o registro do medicamento no país dentro da indicação aprovada. A escolha do tratamento, porém, depende da avaliação médica, levando em conta as características da doença e o histórico de cada paciente.
A Resolução 3.416/2026, que formaliza a aprovação do registro do Fruzaqla, está disponível no Diário Oficial da União.
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