A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, princípio ativo da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Os produtos são destinados ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que apresentam controle insuficiente da doença.
Os novos medicamentos foram registrados por comparação com o Ozempic, medicamento biológico já comercializado no Brasil, e deverão ser utilizados como complemento à alimentação equilibrada e à prática de exercícios físicos quando o uso da metformina não for indicado, seja por intolerância ou contraindicação.
Os registros concedidos pela Anvisa contemplam os seguintes produtos:
- Owozy, da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.;
- Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.;
- Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.;
- Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.;
- Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Todos utilizam semaglutida produzida por via sintética e são indicados exclusivamente para o tratamento do diabetes tipo 2, conforme as condições aprovadas pela agência reguladora.
Segundo a Anvisa, a aceleração na análise dos pedidos começou em agosto de 2025, após solicitação do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a medicamentos estratégicos e fortalecer o abastecimento do mercado nacional, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa também integra ações do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e foi acompanhada pela publicação do Edital de Chamamento nº 12/2025.
Além disso, a agência colocou em prática um plano com 125 medidas para reduzir o tempo de análise dos processos de registro de medicamentos.
Como resultado, 11 dos 24 produtos previstos no edital já tiveram a avaliação concluída, com seis medicamentos aprovados até o momento.
O aumento dos pedidos de registro de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 está relacionado ao avanço das versões sintéticas da semaglutida, desenvolvidas em laboratório desde 2022.
Esses medicamentos atuam estimulando a produção de insulina e auxiliando no controle da glicemia e da sensação de saciedade.
De acordo com a Anvisa, cerca de 68% dos pedidos de registro de dispositivos injetáveis destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes atualmente em análise correspondem a medicamentos sintéticos.
Outro fator que impulsionou o crescimento das solicitações foi o vencimento das patentes de alguns medicamentos da mesma classe nos últimos anos, ampliando o interesse da indústria farmacêutica pelo desenvolvimento de novas versões.
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