A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta à população sobre o aumento de golpes que utilizam inteligência artificial (IA) para promover medicamentos e suplementos alimentares de forma enganosa nas redes sociais.
Segundo a agência, criminosos estão recorrendo à tecnologia conhecida como deepfake para manipular imagens e vozes de artistas, influenciadores e até profissionais da saúde, criando vídeos e áudios falsos com o objetivo de dar credibilidade à venda de produtos clandestinos ou falsificados.
A Anvisa destaca que, mesmo quando uma personalidade realmente participa de uma campanha publicitária, isso não significa que o produto seja adequado para todas as pessoas. Cada paciente possui condições de saúde específicas, doenças preexistentes e pode fazer uso de outros medicamentos, fatores que exigem avaliação individual por um profissional habilitado.
Outro ponto de preocupação é o uso de médicos gerados por inteligência artificial em propagandas de supostas curas milagrosas para diversas doenças.
A orientação é que consumidores verifiquem sempre a identidade do profissional de saúde, consultando o número de registro nos respectivos conselhos de classe. No caso dos médicos, o Conselho Federal de Medicina exige que conteúdos publicados nas redes sociais informem o número do CRM, o estado de registro e, quando houver especialidade, o número do Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
A Anvisa reforça que medicamentos só podem ser comercializados por farmácias devidamente regularizadas pela vigilância sanitária ou por seus canais oficiais de venda.
A compra de medicamentos em redes sociais, marketplaces, aplicativos de mensagens, ambulantes ou com vendedores desconhecidos representa um risco à saúde e pode envolver produtos falsificados ou sem autorização para comercialização.
A agência também alerta que suplementos alimentares não possuem indicação para prevenir, tratar ou curar doenças.
Esses produtos são destinados exclusivamente à suplementação de nutrientes para pessoas saudáveis. Propagandas que prometem resultados terapêuticos utilizando suplementos configuram forte indício de publicidade enganosa.
Expressões como “100% natural”, “sem riscos”, “cura garantida” ou “resultado imediato” devem despertar atenção do consumidor.
Mesmo medicamentos fitoterápicos precisam de registro sanitário e podem apresentar contraindicações, efeitos adversos e interações medicamentosas quando utilizados sem orientação profissional.
Antes de adquirir qualquer medicamento ou suplemento, a recomendação é:
- Consultar um médico, dentista ou outro profissional de saúde habilitado;
- Verificar se o produto possui regularização junto à Anvisa;
- Comprar apenas em farmácias autorizadas;
- Desconfiar de anúncios que utilizam famosos ou médicos para prometer resultados rápidos;
- Evitar produtos vendidos como “experimentais”, “para pesquisa” ou sem registro sanitário.
A Anvisa reforça que produtos sem avaliação da agência podem representar sérios riscos à saúde, pois não há garantias sobre sua qualidade, segurança ou eficácia.
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