O Conselho Federal de Medicina (CFM) foi homenageado nesta quinta-feira (11) em sessão especial no Senado, em reconhecimento aos seus 80 anos de atuação na fiscalização e regulamentação da prática médica no Brasil. O evento reuniu parlamentares, representantes da saúde e profissionais da categoria, destacando os avanços tecnológicos, a qualidade da formação dos médicos e a proposta de criação de um exame nacional de proficiência para recém-formados.
O senador Dr. Hiran (PP-RR), autor do requerimento e presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina, ressaltou que a missão do CFM é “dedicada à ética, à fiscalização do exercício profissional e, acima de tudo, à saúde do povo brasileiro”. Atualmente, o país conta com cerca de 670 mil médicos em atividade.
O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, destacou a importância da parceria entre o conselho e o Congresso na formulação de políticas públicas, citando marcos como a Lei do Ato Médico, o Revalida e a regulamentação da telemedicina. Ele também defendeu a criação do exame nacional de proficiência em medicina como forma de assegurar a qualidade da formação diante da abertura indiscriminada de cursos.
“Mais de 90% dos médicos brasileiros apoiam a adoção do exame. Com a existência de 449 escolas de medicina, muitas sem estrutura adequada, a medida é essencial para proteger a população e reduzir os custos do SUS”, afirmou Gallo.
Parlamentares médicos, como Nelsinho Trad (PSD-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE), também enfatizaram a necessidade de garantir boa formação aos profissionais e enfrentar os desafios impostos pela digitalização da saúde.
Representando os Conselhos Regionais de Medicina, a presidente do CRM de Santa Catarina, Andréa Antunes Caldeira de Andrada Ferreira, reforçou que o CFM tem papel histórico na defesa da sociedade e na regulação da profissão.
A cerimônia contou ainda com a participação da ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, que destacou a responsabilidade da profissão médica:
“Os médicos são anjos sem asas que levam esperança e salvam vidas. Quem deseja exercer essa profissão precisa estar plenamente habilitado”, disse.
Além dela, estiveram presentes os senadores Dra. Eudócia (PL-AL), deputados Allan Garcês (PP-MA) e Zacharias Calil (União-GO), e diversos representantes de conselhos regionais de medicina.
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