A última pesquisa Quaest antes do primeiro turno das Eleições 2026 mostra uma virada numérica na disputa pelo governo do Espírito Santo. Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece com 45% dos votos válidos, enquanto o governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, soma 41%.
Apesar da vantagem de quatro pontos percentuais, os dois permanecem tecnicamente empatados. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
Helder Salomão (PT) ocupa a terceira colocação, com 12% dos votos válidos. Breno Barcelos (Missão) tem 2%, enquanto Rafael Demuner (UP) não pontuou. Os votos válidos desconsideram brancos, nulos e eleitores que ainda não escolheram um candidato — o mesmo critério usado pela Justiça Eleitoral na apuração.
Pazolini assume liderança numérica
No cenário com todos os entrevistados, Pazolini aparece com 34% das intenções de voto, contra 31% de Ricardo Ferraço. Helder Salomão tem 10%, Breno Barcelos registra 1% e Rafael Demuner não pontua.
Os indecisos chegam a 18%, enquanto 6% declaram voto em branco, nulo ou afirmam que não pretendem votar. Esse grupo representa quase um quarto da amostra e ajuda a explicar por que o resultado continua aberto na véspera da votação.
A nova rodada confirma uma mudança ocorrida durante a reta final da campanha. Em agosto, Ricardo Ferraço tinha 35% das intenções de voto, contra 28% de Pazolini. No levantamento de setembro, o governador apareceu com 33% e o adversário chegou a 31%.
Agora, Pazolini alcança 34%, enquanto Ferraço recua numericamente para 31%. É a primeira pesquisa Quaest desta campanha em que o candidato do Republicanos aparece à frente do atual governador, embora a diferença permaneça dentro do intervalo da margem de erro.
Segundo turno é o cenário mais provável
Nenhum dos candidatos alcança mais da metade dos votos válidos. Caso os números da pesquisa se confirmem nas urnas, Pazolini e Ferraço avançam para o segundo turno.
A Quaest também simulou um confronto direto entre os dois. Pazolini aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Ferraço tem 39%. Outros 14% estão indecisos e 6% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.
O resultado representa empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de setembro, Ferraço tinha 43% no segundo turno e Pazolini, 38%. A mudança mostra que o republicano ganhou espaço justamente na fase decisiva da campanha.
Nos demais confrontos simulados, os dois primeiros colocados abrem ampla vantagem sobre Helder Salomão. Ricardo Ferraço aparece com 56%, contra 17% do petista. Em uma disputa entre Pazolini e Helder, o republicano marca 54% e o candidato do PT, 21%.
Eleitor está mais decidido, mas disputa segue aberta
O levantamento também avaliou o grau de convicção do eleitorado. Para 80% dos entrevistados, a escolha para governador já é definitiva. Outros 20% admitem que ainda podem mudar de candidato.
Entre os eleitores de Pazolini, 83% afirmam que não pretendem alterar o voto e 17% ainda consideram outra opção. No grupo de Ferraço, 82% dizem estar decididos, enquanto 18% podem mudar. Entre os apoiadores de Helder Salomão, 81% consideram a escolha definitiva.
Mesmo com a maioria declarando voto consolidado, o número elevado de indecisos na pesquisa estimulada deixa uma parcela importante do eleitorado disponível na reta final. A distribuição desses votos poderá ampliar a diferença entre os líderes ou reduzir ainda mais a distância.
Outras pesquisas mostram diferenças
Levantamentos divulgados na mesma reta final apresentam percentuais diferentes, embora também indiquem Pazolini e Ferraço como os principais nomes da disputa.
A AtlasIntel, por exemplo, colocou Pazolini com 46,7% dos votos válidos, seguido por Ferraço, com 30,5%, e Helder Salomão, com 18,3%. A metodologia, o período de coleta e a composição das amostras variam entre os institutos, o que ajuda a explicar a diferença entre os resultados.
Na simulação de segundo turno da AtlasIntel, Pazolini aparece com 46,5% e Ferraço, com 41,4%. Considerada a margem de erro de três pontos, os intervalos dos dois candidatos se aproximam.
Pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas. Elas não funcionam como previsão exata do resultado e podem ser afetadas pela decisão dos indecisos, pela mudança de voto e pelo comparecimento efetivo às urnas.
Ficha técnica
A Quaest ouviu presencialmente 1.800 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Rede Gazeta e está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo ES-09011/2026.
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