Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) pretende conceder à Cachoeira da Fumaça o reconhecimento de patrimônio natural e de relevante interesse estadual. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Coronel Weliton e tem como objetivo ampliar a proteção de um dos mais conhecidos atrativos turísticos da região do Caparaó capixaba.
Localizada na divisa entre os municípios de Ibitirama e Alegre, a Cachoeira da Fumaça é reconhecida pela expressiva queda d’água, pelas paisagens naturais e pelo potencial para atividades de ecoturismo.
O Projeto de Lei nº 114/2026 prevê que o reconhecimento oficial permita a adoção de medidas específicas de preservação, seguindo critérios técnicos e regulamentações definidas pelos órgãos responsáveis pela política de patrimônio e proteção ambiental do Estado.
Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que a cachoeira possui importância não apenas turística, mas também ecológica. A área contribui para a conservação dos recursos hídricos, da vegetação nativa e da biodiversidade característica das regiões montanhosas do sul capixaba.
Segundo o autor do projeto, a preservação do local é fundamental para garantir a manutenção dos ecossistemas e estimular práticas sustentáveis de visitação e educação ambiental.
Turismo impulsiona economia regional
Além dos benefícios ambientais, a proposta ressalta a relevância econômica da Cachoeira da Fumaça para os municípios do entorno.
O fluxo constante de visitantes movimenta diversos setores da economia local, como hospedagem, alimentação, comércio e serviços ligados ao turismo de natureza. A valorização do atrativo também contribui para fortalecer a identidade cultural e ambiental das comunidades da região.
Para o deputado Coronel Weliton, o reconhecimento oficial poderá ampliar a visibilidade do destino turístico e reforçar sua importância dentro do patrimônio natural capixaba.
Próximos passos da tramitação
O Projeto de Lei 114/2026 está atualmente em análise na Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa.
Após essa etapa, a matéria seguirá para avaliação das comissões de Meio Ambiente, Turismo e Finanças. Somente depois dos pareceres dos colegiados o texto poderá ser submetido à votação em plenário. Caso seja aprovado pelos deputados e sancionado pelo governo estadual, o reconhecimento passará a valer a partir da publicação da nova lei no Diário Oficial.
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