O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta quarta-feira (4) ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que evite ordenar uma ofensiva terrestre contra o Líbano em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio.
A informação foi divulgada pelo próprio líder francês em publicação na rede social X, na qual relatou uma conversa telefônica com o premiê israelense. Durante o diálogo, Macron solicitou que Israel respeite a integridade territorial do Líbano e evite ampliar o conflito na região.
Segundo o presidente francês, é essencial que as partes envolvidas retomem o acordo de cessar-fogo para impedir uma escalada ainda maior da tensão.
Macron também informou que conversou com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam. Nas conversas, o líder francês ressaltou a necessidade de o Hezbollah interromper imediatamente os ataques contra Israel e outros países da região.
Para Macron, a atual dinâmica de confrontos representa uma estratégia de escalada que pode trazer consequências graves para a estabilidade regional.
Pedido de ajuda do Líbano
De acordo com a imprensa libanesa, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu ajuda ao presidente francês para conter o que chamou de expansão militar israelense no território libanês.
Segundo as informações divulgadas na terça-feira (3), Aoun relatou a Macron a situação no sul do país após o aumento de ataques e incursões israelenses em aldeias próximas à fronteira.
O líder libanês solicitou que a França intervenha diplomaticamente para tentar frear o avanço das operações militares israelenses na região.
Além disso, Aoun também conversou com o embaixador do Vaticano no Líbano, monsenhor Paolo Borgia, a quem relatou os últimos acontecimentos no país após as incursões israelenses. Durante o encontro, ele também pediu a intervenção da Santa Sé para ajudar a reduzir as tensões.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A tensão na região aumentou significativamente após um ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28). Explosões foram registradas em diferentes áreas de Teerã, capital iraniana, após o lançamento de mísseis durante a operação militar.
Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a participação americana na ofensiva e afirmou que novos bombardeios poderiam ocorrer.
Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de agir militarmente contra o programa nuclear iraniano, que os governos ocidentais consideram uma ameaça estratégica.
O Irã, por sua vez, afirma que seu programa nuclear tem finalidade pacífica e rejeita as acusações.
Durante a operação conjunta contra o território iraniano, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu, assim como outros altos integrantes do governo e das forças militares.
Em resposta à ofensiva, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e também contra bases militares dos Estados Unidos localizadas em países do Oriente Médio.
O agravamento do conflito tem aumentado a preocupação internacional sobre o risco de ampliação da guerra e de instabilidade em toda a região.
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