Está aberta até 16 de outubro a consulta pública que permite à população contribuir com a construção dos objetivos estratégicos do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir). As sugestões podem ser apresentadas pela plataforma digital Brasil Participativo.
A iniciativa busca ampliar a participação da sociedade na definição das prioridades do plano, que pretende orientar políticas públicas de enfrentamento ao racismo estrutural, redução das desigualdades raciais e garantia de direitos. O documento também prevê ações relacionadas à reparação histórica.
O 2º Planapir está organizado em 16 eixos temáticos. Os objetivos estratégicos de cada área foram construídos a partir das discussões realizadas durante a 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), realizada em 2025.
Durante a consulta, os participantes podem sugerir mudanças na redação dos objetivos apresentados, propor ajustes ou apresentar novos objetivos relacionados aos problemas identificados em cada eixo. A proposta é reunir diferentes contribuições para aperfeiçoar o conteúdo do plano.
Os objetivos estratégicos servirão de referência para a definição de ações, metas e responsabilidades dos órgãos envolvidos. O planejamento também deverá contar com indicadores e mecanismos de acompanhamento das medidas destinadas à promoção da igualdade racial.
Após o encerramento da consulta pública, todas as contribuições recebidas serão organizadas e analisadas. O material poderá resultar em mudanças na redação, ampliação ou reorganização dos objetivos antes da elaboração da versão final do 2º Planapir.
Entre os temas contemplados estão trabalho e inclusão produtiva, educação, saúde, assistência social, segurança alimentar, cultura, memória, justiça, segurança pública e direitos. O plano também dedica eixos específicos a comunidades quilombolas, povos de terreiro e de matriz africana, povos ciganos e mulheres negras.
A proposta ainda inclui questões relacionadas às crianças, adolescentes e juventude negra, à população LGBTQIAPN+ negra, à justiça climática e ao enfrentamento do racismo ambiental. Comunicação antirracista, justiça digital, política internacional e o fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e dos conselhos também fazem parte do plano.
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