O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o Brasil está prestes a alcançar o menor nível de pobreza, extrema pobreza e desigualdade de toda a sua história. Segundo ele, os resultados são fruto do trabalho integrado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do fortalecimento das políticas públicas de inclusão social.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro lembrou que o país havia sido retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, mas voltou ao ranking após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Naquele período, destacou Dias, houve queda da economia, aumento do desemprego e crescimento da pobreza e da fome, que chegaram a atingir cerca de 33 milhões de brasileiros.
Com o retorno de Lula à Presidência, em 2023, o Brasil retomou e aperfeiçoou as políticas de combate à fome e redução das desigualdades. “Em apenas dois anos, tiramos mais de 30 milhões de pessoas do mapa da fome. Foi a maior contribuição individual de um país para a redução da fome no mundo”, afirmou o ministro, citando dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Um dos principais destaques apontados por Wellington Dias é a reformulação do Bolsa Família. Segundo ele, o programa deixou de ser apenas uma política de transferência de renda e passou a integrar ações de saúde, educação e segurança alimentar. O benefício garante, em média, cerca de R$ 230 por pessoa da família, além de acompanhamento nutricional, frequência escolar e acesso à rede de saúde.
“O novo Bolsa Família permite que a pessoa entre uma vez e só saia para cima. Quem consegue emprego ou abre um pequeno negócio não perde imediatamente o benefício. Só sai quando realmente supera a pobreza”, explicou. Como resultado, cerca de 3 milhões de jovens conseguiram deixar a pobreza, muitos deles com formação técnica ou superior.
No cenário internacional, o ministro destacou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil durante a presidência do G20 e hoje copresidida por ele e pela Espanha. A iniciativa reúne mais de 200 membros e busca acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2030.
Dados recentes da FAO indicam que, em 2024, cerca de 62 milhões de pessoas deixaram a situação de fome no mundo, sendo 24,4 milhões apenas no Brasil. Para Dias, esse resultado comprova a eficácia de políticas como transferência de renda, alimentação escolar, programas de aquisição de alimentos, cozinhas solidárias e combate ao desperdício.
As perspectivas para os próximos anos são consideradas ainda mais positivas. De acordo com o ministro, em 2025 o Brasil deve reduzir a insegurança alimentar para menos de 1% da população e alcançar a menor taxa histórica de extrema pobreza, atualmente estimada em 4,4%. Medidas como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o cashback da reforma tributária, previsto para 2027, também devem contribuir para a redução das desigualdades.
“Não é só olhar para o ano atual, é preparar o futuro. Que venha 2026 com um Brasil ainda mais preparado para crescer economicamente, melhorar a saúde, a educação, a segurança e garantir grandes vitórias na área social”, concluiu Wellington Dias.
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