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Brasil amplia negociações com os EUA para evitar tarifa extra de 25% sobre exportações

Governo busca acordo comercial antes de decisão prevista para julho e contesta acusações de práticas consideradas desleais por autoridades norte-americanas.

redação Por redação
08/06/2026 - 07:45
em Política
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Brasil intensifica negociações com os Estados Unidos para evitar tarifa adicional de 25% sobre exportações. Governo aposta em acordo comercial e rejeita críticas ao Pix.

Imagem:Gettyimages.ru / Andrew Harnik/RT Brasil

O governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após uma investigação que apontou supostas práticas consideradas desleais por parte do Brasil.

A avaliação do governo federal é de que um entendimento entre os dois países pode gerar resultados mais positivos para ambas as economias do que a adoção de novas barreiras comerciais.

A recomendação do USTR foi baseada em uma apuração conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os argumentos apresentados pelas autoridades dos Estados Unidos está a alegação de que determinadas políticas brasileiras favoreceriam empresas nacionais em detrimento de companhias estrangeiras.

Um dos pontos citados envolve o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que foi mencionado pelos norte-americanos como um fator que poderia impactar a concorrência no setor de meios de pagamento.

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Brasil rejeita argumentos dos EUA

O governo brasileiro rebateu as justificativas apresentadas por Washington e classificou as acusações como improcedentes. Segundo autoridades brasileiras, a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas do país e reflete uma postura protecionista por parte dos Estados Unidos.

Além disso, integrantes da equipe econômica destacam que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre produtos importados dos EUA permanece relativamente baixa, argumento utilizado para contestar a necessidade de novas medidas restritivas.

Prazo foi ampliado até julho

As negociações ganharam novo fôlego após a definição de 15 de julho como data para uma decisão final por parte do USTR. O prazo poderá ser prorrogado, dependendo da evolução das conversas entre os dois governos.

A nova data amplia o cronograma inicialmente estabelecido após encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Washington. O período anterior previa cerca de 30 dias para a busca de um entendimento e se encerraria neste domingo.

Governo avalia encontro entre Lula e Trump

Nos bastidores, o governo brasileiro também analisa a possibilidade de uma nova reunião entre Lula e Trump durante a cúpula do G7, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho.

Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial sobre um encontro bilateral entre os dois líderes.

Autoridades brasileiras consideram que uma conversa direta pode contribuir para acelerar as negociações e reduzir as tensões comerciais que surgiram nos últimos meses.

Entraves dificultam avanço das tratativas

O processo de negociação enfrenta obstáculos importantes. Além das discussões com o Brasil, os Estados Unidos estão envolvidos em diversas negociações tarifárias simultâneas com outros países e blocos econômicos.

Outro fator apontado por negociadores brasileiros é a tendência norte-americana de incluir temas diversos em acordos comerciais. O Brasil busca restringir as conversas aos aspectos tarifários e de comércio exterior, evitando a inclusão de assuntos considerados estratégicos ou sensíveis.

O governo também reforçou que o sistema Pix não está em negociação e permanecerá fora de qualquer eventual acordo firmado com Washington.

Tarifa global é vista como difícil de reverter

Enquanto tenta evitar a sobretaxa específica de 25%, o governo brasileiro avalia como pouco provável a reversão de uma nova tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos a dezenas de países.

A cobrança, que varia entre 10% e 12,5%, foi anunciada sob a justificativa de que algumas nações não adotariam medidas suficientes para combater práticas relacionadas ao trabalho análogo à escravidão.

Na visão de integrantes do governo, essa medida possui caráter mais amplo e foi estruturada para atingir diversos parceiros comerciais dos Estados Unidos, tornando sua negociação individual mais difícil.

Além do Brasil, a nova taxação alcança importantes aliados de Washington, incluindo Japão, Canadá, Índia, países da União Europeia e a Argentina.

Diante desse cenário, o governo brasileiro mantém a estratégia de diálogo e aposta na diplomacia para preservar a competitividade dos produtos nacionais no mercado norte-americano e minimizar impactos para os setores exportadores.

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Tags: #ComércioExterior#DonaldTrump#EstadosUnidos#Exportação#Exportações#mercadoglobal#NegociacoesComerciais#PolíticaEconômica#RelaçõesInternacionaisBrasilEconomiaimportaçãoLulaUSTRWashington
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