Manifestantes bolsonaristas participaram neste domingo (7) de atos na Avenida Paulista, em São Paulo, e em outras capitais do país, em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e de apoiadores processados pelos atos de 8 de janeiro. O evento reuniu políticos, pastores evangélicos e cidadãos em protestos que também criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e pediram impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, presente no ato, afirmou que a mobilização demonstra a construção de narrativas da esquerda no julgamento de Bolsonaro e defendeu uma anistia ampla como gesto de pacificação nacional. “Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de resgatá-la”, declarou.
URGENTE: agora na Avenida Paulista o Tarcísio de Freitas acabou de atacar o Alexandre de Moraes e convocar os apoiadores a NÃO ACEITAREM MAIS AS DECISÕES JUDICIAIS. Ele precisa ser preso junto com o Bolsonaro!pic.twitter.com/ar23ALLSXh
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) September 7, 2025
O pastor Silas Malafaia destacou a unidade da direita em torno de Bolsonaro, criticando decisões do STF e chamando Alexandre de Moraes de “ditador”. Malafaia lembrou ainda da apreensão de seus cadernos de oração determinada pelo ministro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro encerrou os discursos, abordando questões religiosas e a vigilância sobre seu marido.
Durante o evento, os manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos e contaram com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, senadores e deputados federais.
Em outras capitais, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, atos semelhantes ocorreram. No Rio, a manifestação ocupou um quarteirão de Copacabana e contou com a presença do governador Cláudio Castro, Michelle Bolsonaro e deputados do PL, incluindo Alexandre Ramagem, réu no julgamento da tentativa de golpe, que defendeu anistia ampla, geral e irrestrita.
Em Brasília, mais de 45 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e ministros acompanharam o evento. Parte do público protestou com gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”. O desfile oficial teve como tema principal a soberania nacional, com destaque também para a COP30 e o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
As comemorações deste 7 de setembro ocorreram em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, provocada pelas tarifas comerciais impostas por Donald Trump em apoio a Bolsonaro, atualmente julgado pelo STF pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.
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