O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (5) que o governo brasileiro se transformou em uma administração de “esquerda radical”, justificando as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros. As declarações foram dadas em entrevista na Casa Branca, quando Trump também mencionou a possibilidade de restringir vistos de representantes estrangeiros que participarão da Assembleia Geral da ONU, incluindo autoridades brasileiras.
Segundo Trump, a decisão de aplicar tarifas elevadas ao Brasil decorre de ações que ele classificou como “muito infelizes” por parte do governo brasileiro. “Estamos muito chateados com o Brasil, aplicamos tarifas muito altas porque eles estão fazendo algo muito infeliz. O governo mudou radicalmente e se tornou de esquerda radical”, afirmou o presidente.
As medidas tarifárias impactam aproximadamente 55% das exportações brasileiras, abrangendo produtos como café, carne bovina e suco de laranja. Em resposta, o governo do Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) e anunciou a possibilidade de retaliação, incluindo tarifas sobre produtos americanos.
Trump não citou nominalmente o presidente Lula ou o ministro Alexandre de Moraes ao comentar a situação. Além disso, ao ser questionado sobre a restrição de vistos na ONU, o presidente americano disse apenas: “Vamos ver”, sem detalhar quais delegações poderiam ser afetadas.
A declaração marca mais um episódio de tensão nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, em meio a disputas comerciais e políticas internacionais.
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