Um barco com quase 500 passageiros naufragou e pegou fogo na noite da última quinta-feira (11) no rio Congo, no território de Lukolela, província do Equador, na República Democrática do Congo (RDC). Até o momento, pelo menos 107 pessoas morreram e 146 estão desaparecidas, segundo autoridades congolesas citadas pela imprensa internacional.
Os resgates salvaram 209 pessoas, algumas com ferimentos. O incêndio destruiu a carga da embarcação e atingiu 15 casas às margens do rio. Equipes navais e voluntários continuam as buscas, oferecendo assistência médica e apoio às famílias das vítimas.
Segundo acidente em uma semana
Na quarta-feira (10), outro barco naufragou no território de Basankusu, a cerca de 150 km de distância, na mesma província, causando a morte de pelo menos 86 pessoas, principalmente estudantes, e deixando várias desaparecidas. A imprensa estatal atribuiu o acidente a carga inadequada e navegação noturna.
Grupos locais da sociedade civil responsabilizaram o governo e alertaram que o número real de vítimas pode ser ainda maior. Até o momento, não houve pronunciamento oficial das autoridades.
Transporte fluvial na RDC
O transporte fluvial é essencial na República Democrática do Congo, onde as estradas são escassas. Barcos de madeira são o principal meio de locomoção entre vilarejos, mas acidentes são frequentes devido à sobre carga, manutenção precária e viagens noturnas, além da escassez de coletes salva-vidas.
Em maio, o governo anunciou o fechamento de 240 portos ilegais, mas embarcações precárias e sobrecarregadas continuam circulando em áreas remotas, dificultando resgates e a identificação de corpos.
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