A influenciadora e comentarista americana Candace Owens voltou a provocar polêmica ao insistir em alegações falsas e contestadas judicialmente sobre Brigitte Macron, primeira-dama da França. Em declaração à imprensa russa, Owens afirmou que uma suposta “investigação” teria concluído que Brigitte seria biologicamente homem.
A fala reacende uma disputa judicial de grande repercussão internacional. O presidente francês Emmanuel Macron e Brigitte Macron entraram com uma ação por difamação contra Owens nos Estados Unidos, em processo registrado na Corte Superior de Delaware em 23 de julho de 2025. O caso aparece no sistema judicial americano como ação de difamação envolvendo Emmanuel Macron contra Candace Owens e outros réus.
Segundo a Reuters, o processo acusa Owens de promover uma campanha global de humilhação contra o casal, usando seu podcast e suas plataformas digitais para difundir alegações consideradas falsas e prejudiciais. A ação se concentra, principalmente, na afirmação de que Brigitte Macron teria nascido homem.
A versão defendida por Owens afirma que a primeira-dama francesa teria nascido com outro nome e feito transição na vida adulta. No entanto, a Reuters checou decisões judiciais francesas relacionadas ao tema e destacou que a Justiça da França não confirmou a veracidade dessas alegações. Em um caso específico, a Corte de Apelação de Paris absolveu duas mulheres acusadas de difamação, mas a decisão tratou da liberdade de expressão e da configuração do crime, não da identidade de gênero de Brigitte Macron.
O Palácio do Eliseu informa oficialmente que Brigitte Macron nasceu em Amiens, em 13 de abril de 1953, teve três filhos no primeiro casamento e conheceu Emmanuel Macron durante uma oficina de teatro no Lycée La Providence, onde atuava na área de ensino. A biografia oficial também registra que ela e Emmanuel Macron se casaram em 2007.
A controvérsia se tornou parte de um fenômeno mais amplo de desinformação e assédio online. Em Paris, dez pessoas foram consideradas culpadas por cyberbullying contra Brigitte Macron, após publicações com falsas alegações sobre seu gênero e sexualidade. Segundo a Associated Press, a Justiça francesa classificou parte dos comentários como degradantes, insultuosos e maliciosos.
O processo nos Estados Unidos ainda é acompanhado com atenção por envolver temas sensíveis: liberdade de expressão, limites da opinião pública, responsabilização de influenciadores e combate à desinformação. Para o casal Macron, as declarações ultrapassam o campo da crítica política e atingem a honra, a imagem e a vida privada da primeira-dama.
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