A fotojornalista canadense Valerie Zink anunciou sua demissão da Reuters após oito anos de trabalho, alegando que a agência tem “justificado e permitido” assassinatos de jornalistas em Gaza, incluindo membros de sua própria equipe.
O anúncio ocorreu poucas horas depois de um ataque aéreo israelense ao Hospital Nasser, em Khan Younis, a maior instalação médica do sul de Gaza, que matou pelo menos 20 pessoas, entre elas cinco jornalistas.
Em postagem no Facebook, Zink criticou a Reuters e outros veículos ocidentais por dar voz a alegações não verificadas de Israel, ligando repórteres a militantes do Hamas. Ela citou o caso de Anas al-Sharif, repórter da Al Jazeera, morto no início de outubro na Cidade de Gaza junto à sua equipe.
“A Reuters escolheu publicar a alegação totalmente infundada de que al-Sharif seria um agente do Hamas”, escreveu Zink. O exército israelense havia afirmado que o repórter seria um comandante do movimento palestino, sem apresentar provas.
O episódio levanta questionamentos sobre a segurança de jornalistas em áreas de conflito e sobre a responsabilidade de grandes agências de comunicação na divulgação de informações não verificadas.
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