Uma juíza de imigração dos Estados Unidos autorizou a soltura, mediante fiança, da brasileira Bruna Caroline Ferreira, detida havia quase um mês por irregularidades migratórias. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (8). Bruna tem vínculo familiar com Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, o que ampliou a repercussão do caso.
A brasileira foi detida em 12 de novembro nos arredores de Boston, em Massachusetts. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), ela entrou nos EUA com visto de turista B2, que exigia sua saída do país até 6 de junho de 1999. Desde então, permaneceu em território norte-americano de forma irregular.
A prisão ocorreu na cidade de Revere. Após ser detida, Bruna foi transferida para um centro de processamento do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), no sul da Louisiana, onde aguardava decisão judicial. A juíza responsável pelo caso definiu a fiança em US$ 1.500 — cerca de R$ 8.145.
De acordo com informações da emissora WMUR, Bruna está em situação migratória irregular há mais de 26 anos. A reportagem também menciona registros que indicariam uma passagem anterior por agressão, o que poderia dificultar seu processo de imigração. A defesa da brasileira, porém, nega essa acusação.
Apesar de ter sido liberada, Bruna continua correndo risco de deportação e seguirá respondendo ao processo. O caso ganhou destaque por envolver a família de uma integrante do alto escalão da administração norte-americana.
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