Cientistas chineses inauguraram na terça-feira (26) o Observatório Subterrâneo de Neutrinos de Jiangmen (JUNO), considerado o maior e mais preciso detector de neutrinos do mundo, segundo a CCTV. O projeto envolveu 700 pesquisadores de 17 países, incluindo instituições brasileiras, e deve operar por pelo menos 30 anos.
O observatório está localizado a 700 metros abaixo do solo, na província de Guangdong, e conta com um detector esférico que contém 20 mil toneladas de líquido cintilante. A construção levou dez anos até entrar em operação.
O principal objetivo do JUNO é capturar neutrinos produzidos pelas usinas nucleares de Taishan e Yangjiang, situadas a 53 km de distância. Essas partículas subatômicas, conhecidas como “partículas fantasma”, atravessam matéria sólida sem interagir, podendo revelar segredos sobre a origem e evolução do universo.
Além de estudar neutrinos solares e de supernovas, o observatório buscará evidências de um fenômeno teórico chamado desintegração dupla beta sem neutrinos, cuja confirmação provaria que os neutrinos são suas próprias antipartículas.
O sucesso do JUNO consolida a China na vanguarda da física de partículas global, marcando um avanço significativo em pesquisas internacionais de ponta.
*Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.


