O governo da China anunciou novas diretrizes para o uso de serviços baseados em inteligência artificial (IA), com foco na proteção da saúde mental e no fortalecimento das relações humanas. As normas estabelecem limites para plataformas que oferecem interação com assistentes virtuais e companheiros digitais.
Entre as principais determinações está a proibição de funcionalidades que incentivem dependência emocional ou comportamentos considerados viciantes. Os sistemas também não poderão prejudicar ou substituir os relacionamentos interpessoais reais dos usuários.
As novas regras exigem que empresas responsáveis por esses serviços informem de forma clara e contínua que a interação ocorre com uma inteligência artificial, evitando que usuários confundam o sistema com uma pessoa.
As diretrizes também reforçam a proteção de grupos considerados mais vulneráveis. Está proibida a oferta de companheiros virtuais ou relacionamentos íntimos baseados em IA para menores de idade.
Além disso, as empresas deverão adotar avaliações de segurança, protocolos específicos de proteção e mecanismos de monitoramento voltados tanto para crianças e adolescentes quanto para idosos.
Outro ponto previsto nas regulamentações é a obrigatoriedade de alertas para usuários que permaneçam longos períodos utilizando esses serviços. O objetivo é estimular o uso equilibrado da tecnologia e reduzir possíveis impactos psicológicos.
As plataformas também deverão facilitar o cancelamento das assinaturas ou dos serviços, permitindo que os usuários interrompam facilmente a utilização da ferramenta.
Com as novas exigências, o governo chinês busca equilibrar o avanço da inteligência artificial com medidas voltadas à proteção da saúde mental, da privacidade e das relações sociais.
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