A FIFA deve registrar uma arrecadação histórica de aproximadamente US$ 15 bilhões com a Copa do Mundo realizada neste verão, valor que supera com folga a estimativa inicial de US$ 11 bilhões. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian neste sábado (18).
O crescimento das receitas foi impulsionado principalmente pelos serviços de hospitalidade, que incluem pacotes com hotéis, restaurantes e experiências exclusivas, além do aquecido mercado oficial de revenda de ingressos.
Nas operações de revenda autorizadas, a FIFA cobra uma comissão de 15% tanto do comprador quanto do vendedor, mecanismo que contribuiu para elevar significativamente a arrecadação da entidade durante o torneio.
Parte dos recursos obtidos pela FIFA é destinada às federações nacionais filiadas, por meio de programas de desenvolvimento do futebol e investimentos em infraestrutura esportiva. Com um resultado financeiro acima das expectativas, a entidade amplia sua capacidade de distribuir recursos para suas associações-membro.
O desempenho financeiro também fortalece a posição do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em um período marcado por críticas e debates envolvendo a organização do torneio, especialmente em relação ao elevado custo dos ingressos para os torcedores.
Segundo o The Guardian, o cenário de receitas recordes também pode influenciar futuras decisões sobre a realização do Mundial. O jornal avalia que o sucesso financeiro reforça a possibilidade de os Estados Unidos voltarem a sediar uma edição da Copa do Mundo em 2038, embora ainda não exista definição oficial da FIFA sobre o processo de escolha do país anfitrião.
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