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Brasil faz história e lidera quadro de medalhas no Mundial de Atletismo Paralímpico pela primeira vez

Com 44 medalhas e 15 ouros, delegação brasileira supera a China e encerra campanha histórica em Nova Déli, na Índia.

redação Por redação
05/10/2025 - 18:50
em Esporte
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Pela primeira vez, Brasil termina na liderança do Mundial de Atletismo Paralímpico. Foram 44 medalhas no total, com 15 ouros, superando a China e quebrando uma hegemonia de 12 anos.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O esporte paralímpico brasileiro viveu um domingo (5) histórico. Pela primeira vez, o Brasil encerrou o Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico no topo do quadro de medalhas. Em Nova Déli, na Índia, a delegação conquistou 44 medalhas, sendo 15 de ouro, 20 de prata e 9 de bronze, superando potências como a China, tradicional líder da competição.

Este é um feito inédito para o país e marca apenas a segunda vez em toda a história do evento que a China não lidera o quadro. A única outra ocasião havia sido em 2013, quando a Rússia foi a campeã geral na edição disputada em Lyon, na França.

O Brasil já vinha se aproximando do topo nas últimas três edições do Mundial. Em 2023, em Paris, e em 2019, em Dubai, terminou em segundo lugar. Em 2024, no Mundial de Kobe, no Japão, o país bateu seu recorde de ouros (19), mas ainda ficou atrás da China no total de medalhas.

O último dia da competição foi decisivo para consolidar a liderança brasileira. Zileide Cassiano abriu o domingo com o ouro no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual), repetindo o título conquistado no Mundial de 2024.

Na sequência, Jerusa Geber brilhou nos 200 metros da classe T11 (cegueira total), conquistando o ouro e alcançando a 13ª medalha em Mundiais, tornando-se a atleta brasileira mais premiada da história da competição, superando Terezinha Guilhermina. A também brasileira Thalita Simplício ficou com o bronze na mesma prova.

Outro destaque foi Clara Daniele, estreante em Mundiais. Ela ficou inicialmente com a prata nos 200 metros da classe T2 (baixa visão), mas após protesto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) por irregularidade da atleta-guia da adversária, a venezuelana Alejandra Lopez, a brasileira foi promovida ao ouro, o terceiro do Brasil no dia.

O país ainda conquistou mais três medalhas no encerramento em Nova Déli:

  • Maria Clara Augusto, prata nos 200 metros da classe T47 (amputação de braço), somando três medalhas nesta edição.
  • Edenilson Floriani, bronze no arremesso de peso (classes F42 e F63), quebrando o recorde das Américas.
  • Thiago Paulino, prata no arremesso de peso da classe F57, após protesto mantido pelo CPB.

A campanha reforça o protagonismo do Brasil no atletismo paralímpico mundial e eleva a expectativa para os Jogos Paralímpicos de Paris, em 2026.

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Tags: #AtletismoParalímpico#BrasilNoTopo#ClaraDaniele#EsporteParalímpico#JerusaGeber#Mundial2025#NovaDéli#OrgulhoDoBrasil#ZileideCassianoCPB
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