A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, ambos investigados em desdobramentos de apurações sobre supostas irregularidades financeiras.
O julgamento ocorre em plenário virtual, modalidade em que os ministros depositam os votos eletronicamente ao longo do período definido pela Corte. O encerramento da análise estava previsto para 24 de abril de 2026, salvo eventual pedido de vista ou destaque.
O caso envolve investigações relacionadas a operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o extinto Banco Master. Segundo informações já divulgadas, há suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa.
Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante fase de expansão institucional e passou a ser investigado após negociações e movimentações financeiras que entraram no radar das autoridades.
Daniel Monteiro, citado no mesmo inquérito, também teve a manutenção da prisão preventiva analisada pelos ministros. Segundo informações divulgadas, ele permanece custodiado em unidade prisional no estado de São Paulo.
Especialistas em direito penal lembram que a prisão preventiva é medida cautelar e não representa condenação definitiva. O mérito das acusações seguirá sendo examinado conforme o andamento das investigações, eventual apresentação de denúncia e fases futuras do processo.
O episódio gera ampla repercussão nos meios político, jurídico e econômico por envolver instituições financeiras de relevância nacional e nomes ligados ao setor bancário.
Com a maioria formada, a tendência era de manutenção das detenções, consolidando posição inicial da Segunda Turma no julgamento virtual.
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