O setor de serviços do Brasil, que engloba atividades como transporte, turismo, restaurantes, salões de beleza e tecnologia da informação, registrou alta de 0,3% em julho, na comparação com junho. Este é o sexto mês consecutivo de crescimento, consolidando o maior patamar da série histórica iniciada em 2011, já alcançado em junho de 2025.
Entre fevereiro e julho, o segmento acumula avanço de 2,4%, a maior sequência positiva desde o período de oito meses entre fevereiro e setembro de 2022.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desempenho por atividade
Na passagem de junho para julho, três das cinco atividades pesquisadas apresentaram crescimento:
- informação e comunicação: +1%
- serviços profissionais, administrativos e complementares: +0,4%
- serviços prestados às famílias: +0,3%
- transportes: -0,6%
- outros serviços: -0,2%
Dentro do segmento de informação e comunicação, dois destaques foram telecomunicações (+0,7%) e tecnologia da informação (+1,2%).
Impacto regional
A expansão foi acompanhada por 12 das 27 unidades da federação, com maiores contribuições vindas de:
- São Paulo (+1,7%)
- Paraná (+1,7%)
- Mato Grosso do Sul (+5,7%)
- Santa Catarina (+0,9%)
- Rondônia (+10,9%)
Comparações anuais
Na comparação com julho de 2024, o setor de serviços cresceu 2,8%. Já no acumulado de 12 meses, o avanço é de 2,9%.
O setor é também o principal gerador de empregos do país, reforçando sua relevância na economia.
Panorama econômico
O levantamento do IBGE sobre serviços é o terceiro da série de pesquisas conjunturais mensais, ao lado da produção industrial e do comércio varejista. Em julho, a indústria registrou queda de 0,2%, e o comércio recuou 0,3%.
Nos acumulados de 12 meses, entretanto, ambos mantêm crescimento: a indústria avançou 1,9% e o comércio 2,5%.
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