A inflação dos alimentos voltou a registrar queda em junho e contribuiu para a desaceleração da inflação oficial do país. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de -0,24%, revertendo a alta de 1,33% registrada em maio.
O resultado representa a primeira variação negativa do grupo após três meses consecutivos de aumento nos preços e reforça o movimento de alívio no custo da alimentação para os consumidores.
No índice geral, o IPCA ficou em 0,16% em junho, uma desaceleração de 0,42 ponto percentual em relação aos 0,58% registrados no mês anterior.
Com o resultado, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,36%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% observados no período imediatamente anterior. Em junho de 2025, o índice havia registrado alta de 0,24%.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução dos preços dos alimentos estão o café, o tomate, as frutas e as carnes, itens que tiveram queda ao longo de junho e ajudaram a aliviar o orçamento das famílias brasileiras.
A redução ocorre após um período de forte pressão sobre os preços dos alimentos, que figuravam entre os principais responsáveis pela alta da inflação no país até o primeiro semestre do ano passado.
Apesar da melhora observada em junho, especialistas destacam que o comportamento dos preços dos alimentos continua sujeito a fatores como condições climáticas, oferta agrícola, custos de produção e variações no mercado internacional.
O IPCA é o principal indicador utilizado para medir a inflação oficial do Brasil e serve de referência para decisões de política monetária, reajustes contratuais e acompanhamento do custo de vida da população.
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