O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há justificativa para o aumento no preço do óleo diesel no país, mesmo diante da recente alta do petróleo no mercado internacional. Segundo ele, o impacto já estaria sendo compensado por subsídios adotados pelo governo federal.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), que retomou suas atividades por meio de uma parceria com a fabricante chinesa Changan.
Lula também afirmou que os aumentos registrados nos preços da gasolina e do etanol não têm relação com o conflito no Oriente Médio. Segundo ele, há indícios de práticas abusivas em postos de combustíveis.
“Estamos com a Polícia Federal e os Procons nas ruas para identificar quem está tirando proveito da situação e prejudicando a população e os caminhoneiros”, disse.
Críticas à guerra e impacto nos preços
Durante o discurso, o presidente voltou a criticar ações militares envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Para Lula, não é aceitável que os efeitos do conflito sejam repassados ao consumidor brasileiro.
Ele destacou que o governo tem adotado medidas para evitar que o impacto internacional chegue aos preços de itens básicos.
“Não vamos permitir que uma guerra a milhares de quilômetros afete o preço dos alimentos consumidos pela população brasileira”, afirmou.
Segundo o presidente, mesmo com a criação de subsídios e a atuação da Petrobras, ainda há reajustes indevidos sendo praticados no país.
O comportamento dos preços dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo como diesel, gasolina e gás, tem sido acompanhado de perto por autoridades e pelo setor produtivo em razão das tensões internacionais envolvendo o Irã.
No Brasil, o governo federal adotou medidas para conter a alta, incluindo a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.
O diesel é o combustível mais sensível às oscilações externas, principalmente porque cerca de 30% do produto consumido no país é importado. Esse cenário aumenta a vulnerabilidade do mercado interno às variações no preço do petróleo no exterior.
Fiscalização e alerta ao consumidor
Diante desse cenário, o governo reforçou a fiscalização para coibir aumentos considerados injustificados. A orientação é que consumidores denunciem práticas abusivas aos órgãos de defesa do consumidor.
A movimentação busca proteger principalmente setores que dependem diretamente do diesel, como o transporte de cargas e o transporte público.
Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram


