A indústria de alimentos foi a atividade industrial que mais gerou empregos no Brasil em 2024, alcançando a marca de 2,1 milhões de trabalhadores. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa e Produto.
No total, o setor industrial brasileiro empregou 8,7 milhões de pessoas distribuídas em 358,4 mil empresas. Juntas, essas companhias pagaram R$ 481,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações ao longo do ano.
As indústrias de transformação responderam por 97,1% dos postos de trabalho da indústria nacional. Além do segmento alimentício, destacaram-se a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 551,8 mil trabalhadores, a fabricação de produtos de metal, com 517,1 mil empregados, e a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que ocupou 491,9 mil pessoas.
Segundo o levantamento, a receita bruta das empresas industriais chegou a R$ 8,8 trilhões em 2024. Desse total, R$ 7,4 trilhões tiveram origem na venda de produtos e serviços industriais.
A receita líquida de vendas somou R$ 6,8 trilhões, enquanto o Valor de Transformação Industrial (VTI), indicador que mede a riqueza gerada pelo setor após a dedução dos custos operacionais, atingiu R$ 2,6 trilhões.
A indústria de transformação foi responsável por 88,8% desse valor, confirmando sua relevância para a economia brasileira.
A fabricação de produtos alimentícios também ocupou posição de destaque na receita líquida de vendas, representando 23% do total nacional.
Na sequência aparecem os setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (10,1%), produtos químicos (9,2%), veículos automotores (8,9%) e metalurgia (6,4%).
De acordo com o IBGE, a forte presença da indústria alimentícia reflete a importância da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, que vai da produção agrícola ao processamento industrial.
O estudo revelou ainda que as empresas com 500 ou mais empregados responderam por 67,9% de toda a receita líquida da indústria, movimentando R$ 4,6 trilhões.
Apesar da grande quantidade de micro e pequenas empresas no setor, a maior parte da geração de receita permanece concentrada nas companhias de grande porte.
Regionalmente, o Sudeste concentrou 60,3% do Valor de Transformação Industrial do país. O Sul aparece em segundo lugar, com 19,1%, seguido pelo Nordeste (8,4%), Norte (6,3%) e Centro-Oeste (6,0%).
São Paulo manteve a liderança nacional ao responder por 34,5% do VTI brasileiro. Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem na sequência, impulsionados por atividades ligadas ao petróleo, mineração, metalurgia e indústria de transformação.
O levantamento também apontou que 18 das 27 unidades da Federação tiveram a fabricação de produtos alimentícios como principal atividade industrial em 2024.
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