Os golpes digitais continuam evoluindo no Brasil, mas mantêm características cada vez mais previsíveis. Um estudo divulgado pelo Observatório Lupa revelou que promessas de dinheiro fácil associadas a pagamentos via Pix e ao uso de marcas conhecidas são os elementos mais frequentes nas fraudes que circulam pela internet.
A pesquisa analisou mais de uma centena de conteúdos fraudulentos compartilhados entre 2024 e 2026 e identificou que 71% dos golpes ofereciam algum tipo de benefício financeiro. Em aproximadamente um terço dos casos, o Pix era apresentado como única forma de pagamento.
Outro aspecto recorrente é o uso indevido da imagem de empresas e personalidades conhecidas. Cerca de 74% das fraudes analisadas utilizavam nomes reconhecidos pelo público para aumentar a aparência de legitimidade.
Entre os golpes mais comuns estão promoções falsas, vagas de emprego inexistentes, supostos programas de benefícios, indenizações fraudulentas e brindes gratuitos.
Os criminosos costumam adaptar essas mensagens conforme datas comemorativas, acontecimentos de grande repercussão ou temas em evidência no noticiário.
Segundo os pesquisadores, uma das estratégias mais eficazes dos fraudadores é partir de informações verdadeiras para criar conteúdos enganosos. Essa técnica esteve presente em dois terços dos casos analisados.
Empresas de varejo, bancos digitais, plataformas de comércio eletrônico e veículos de comunicação aparecem frequentemente entre os alvos da falsificação.
Mercado Livre, Nubank, Shopee e Serasa figuram entre as marcas mais utilizadas pelos criminosos para dar credibilidade às mensagens fraudulentas.
Além disso, jornalistas, médicos, influenciadores digitais e outras figuras públicas também tiveram suas imagens associadas a golpes.
O levantamento mostra que grande parte das fraudes nasce em redes sociais abertas, mas migra rapidamente para aplicativos de mensagens.
O WhatsApp foi identificado como principal canal de compartilhamento dos golpes, presente em quase 65% dos casos analisados.
Especialistas defendem maior conscientização dos usuários e o fortalecimento das medidas de segurança por parte das plataformas digitais e instituições financeiras.
A recomendação é que consumidores desconfiem de promessas de ganhos rápidos, ofertas muito vantajosas e pedidos de pagamento antecipado via Pix, principalmente quando vinculados a promoções ou benefícios supostamente exclusivos.
Para os autores do estudo, compreender os padrões utilizados pelos criminosos é uma das principais ferramentas para reduzir riscos e evitar novas vítimas.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





