A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025, repetindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,8%) e recuo de 0,8 p.p. frente ao mesmo período de 2024 (6,4%). A população desocupada chegou a 6,045 milhões de pessoas, o menor contingente desde o início da pesquisa, com redução de 11,8% em um ano.
A população ocupada permaneceu estável, em 102,4 milhões de trabalhadores, mantendo o patamar recorde. O número de empregados com carteira assinada também atingiu o maior nível da série, com 39,2 milhões de pessoas.
“O nível de ocupação elevado indica sustentabilidade na queda do desemprego ao longo de 2025”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Subutilização e desalento em queda
A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 13,9%, a menor já registrada pela Pnad Contínua. Os subocupados por insuficiência de horas diminuíram para 4,5 milhões, o menor número desde 2016.
A força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor patamar desde 2015, enquanto o número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) caiu para 2,6 milhões, quase metade do pico registrado em 2021, no auge da pandemia.
Setores em destaque
Embora o total de ocupados tenha se mantido estável, dois setores registraram crescimento entre julho e setembro:
- Agropecuária, pesca e aquicultura: +3,4% (260 mil pessoas)
- Construção: +3,4% (249 mil pessoas)
Houve queda no Comércio (-1,4%, menos 274 mil) e nos Serviços domésticos (-2,9%, menos 165 mil).
Na comparação anual, cresceram as ocupações em Transporte e armazenagem (+6,7%) e Administração pública, saúde e educação (+3,9%).
Emprego formal e informalidade
A taxa de informalidade ficou em 37,8%, equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores, estável no trimestre, mas menor que os 38,8% registrados em setembro de 2024.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado cresceu 2,7% em um ano, somando 1 milhão de novos postos de trabalho formais. Já o número de empregados sem carteira caiu 4,0% no mesmo período.
Rendimentos em alta
A massa de rendimento real dos trabalhadores atingiu o recorde de R$ 354,6 bilhões, estável no trimestre e 5,5% maior que há um ano.
O rendimento médio real habitual também bateu recorde, com alta de 4,0% em relação a 2024. Os maiores avanços ocorreram em:
- Alojamento e alimentação: +5,5%
- Construção: +5,5%
- Agricultura e pesca: +6,5%
- Serviços domésticos: +6,2%
- Administração pública e saúde: +4,3%
De acordo com Adriana Beringuy, “a massa de rendimento recorde reflete o aumento do poder de compra e a ampliação do número de trabalhadores no primeiro semestre de 2025”.
Sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento do IBGE para acompanhar a força de trabalho no país, abrangendo 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A próxima divulgação, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 28 de novembro de 2025.
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