O Brasil encerrou 2025 ainda atrás dos Estados Unidos no ranking mundial de exportações agrícolas, mas a diferença entre os dois países ficou bastante reduzida. O agronegócio brasileiro movimentou US$ 169,2 bilhões em vendas externas no ano passado, enquanto os Estados Unidos alcançaram aproximadamente US$ 171 bilhões, segundo dados oficiais dos dois países.
O resultado brasileiro representou um recorde histórico para o setor e correspondeu a uma alta de 3% em relação a 2024. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o desempenho foi favorecido pelo aumento dos volumes embarcados e pela ampliação da presença dos produtos nacionais no mercado internacional.
Entre os produtos que sustentam a força brasileira no comércio mundial estão soja, carnes, café, açúcar, milho e outros itens da pauta agropecuária. A soja em grãos, por exemplo, gerou US$ 43,5 bilhões em receitas em 2025, enquanto as exportações de carne bovina alcançaram US$ 17,9 bilhões, segundo dados divulgados pelo setor público brasileiro.
Outro fator que contribuiu para o avanço brasileiro foi a abertura de novos mercados. O Ministério da Agricultura informa que 2025 terminou com 225 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. A estratégia amplia o número de destinos disponíveis para os exportadores e reduz a dependência de poucos compradores.
Nos Estados Unidos, o cenário foi diferente. Dados do Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que as exportações agrícolas norte-americanas ficaram em US$ 171 bilhões em 2025. O valor recuou em relação aos anos anteriores, em um contexto de preços internacionais mais baixos para algumas commodities, dólar valorizado e mudanças na demanda por produtos como soja e milho.
A distância entre os dois países, portanto, ficou em aproximadamente US$ 2 bilhões. Embora o número mostre uma aproximação significativa, os dados oficiais ainda colocam os Estados Unidos à frente. O próprio USDA aponta que, em 2025, os cinco maiores exportadores agrícolas foram União Europeia, Estados Unidos, Brasil, China e Canadá.
A possibilidade de o Brasil assumir a primeira posição em 2026 depende, porém, do comportamento das exportações ao longo do ano. Não há, nos dados oficiais consultados, uma projeção que determine que a ultrapassagem ocorrerá necessariamente neste ano. O desempenho das safras, os preços das commodities, o câmbio, a demanda internacional e a abertura de novos mercados podem alterar a distância entre os dois países.
Os números mais recentes do comércio exterior brasileiro mostram que o agronegócio continua crescendo. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações brasileiras classificadas como agropecuárias somaram US$ 57,85 bilhões, alta de 9,5% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados consolidados do comércio exterior.
Caso esse ritmo seja mantido e o mercado internacional continue favorável aos principais produtos brasileiros, o país poderá reduzir ainda mais a diferença para os Estados Unidos. A disputa pela liderança, entretanto, dependerá dos resultados acumulados até o fim de 2026 e das condições do comércio agrícola mundial.
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