A inflação perdeu força em julho, segundo a prévia divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,06%, desacelerando em relação aos 0,41% registrados em junho.
No acumulado de 2026, o indicador soma alta de 3,51%. Em 12 meses, a inflação alcançou 4,52%, permanecendo abaixo do índice observado no período anterior.
O maior impacto positivo veio do grupo Habitação, que subiu 0,97%. O aumento foi puxado principalmente pela energia elétrica residencial, influenciada pela bandeira tarifária amarela e por reajustes autorizados em diversas distribuidoras do país. As tarifas de água e esgoto também contribuíram para o avanço do grupo.
Em sentido contrário, Alimentação e bebidas registrou queda de 0,66%, ajudando a reduzir a inflação do mês. Produtos como tomate, batata-inglesa e café moído ficaram mais baratos, enquanto cebola e pão francês apresentaram aumento de preços.
Nos Transportes, o avanço das passagens aéreas compensou parcialmente a queda dos combustíveis, que registraram redução em todas as categorias pesquisadas, incluindo gasolina, etanol, diesel e gás veicular.
Outro grupo que apresentou aumento foi Saúde e cuidados pessoais, impulsionado pelos reajustes dos planos de saúde e pela alta dos produtos de higiene.
Regionalmente, o Rio de Janeiro registrou a maior inflação do período, enquanto Belém apresentou o menor resultado entre as localidades pesquisadas.
O IPCA-15 é calculado com base na variação de preços coletados em diversas regiões do país e serve como uma antecipação da inflação oficial medida pelo IPCA.
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