A prévia da inflação oficial do país desacelerou em junho e registrou alta de 0,41%, após avançar 0,62% em maio. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Apesar da redução no ritmo de crescimento dos preços, os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação continuaram sendo os principais responsáveis pela inflação do mês, respondendo por aproximadamente dois terços do resultado.
No acumulado de 2026, o índice soma alta de 3,45%. Já nos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no levantamento anterior.
Entre os itens que mais influenciaram o índice estão a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, além da batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), passagem aérea (7,24%) e feijão-carioca (14,29%).
O aumento da conta de luz foi impulsionado pela adoção da bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados em algumas concessionárias.
No caso dos alimentos, a batata, o tomate e a cenoura já acumulam altas superiores a 100% no primeiro semestre de 2026, refletindo pressões sobre a alimentação das famílias.
Entre os produtos que apresentaram queda de preços, os combustíveis contribuíram para reduzir o índice.
A gasolina recuou 0,73%, enquanto o etanol ficou 5,30% mais barato. Também registraram redução o café moído, as frutas e o seguro voluntário de veículos.
No grupo Transportes, a queda dos combustíveis compensou parcialmente o aumento das passagens aéreas, dos ônibus urbanos e dos automóveis novos.
Entre as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE, Brasília apresentou a maior variação de preços no mês, com alta de 0,93%, impulsionada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina.
Já os menores índices foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todas com inflação de 0,28%.
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